SÃO PAULO, 31 Jul (Reuters) - Os contratos futuros de dólar e a moeda norte-americana à vista começaram a operar nesta manhã de sexta-feira com atraso, após a B3 informar um problema técnico que mantinha boa parte dos ativos em leilão.
O dólar para setembro foi o primeiro a começar a operar nesta manhã, seguido na sequência pelo dólar para agosto. Com a abertura do mercado futuro -- o mais líquido no Brasil -- as negociações no segmento à vista também começaram.
Às 10h, o dólar para agosto subia 0,08%, aos R$5,0705, enquanto a moeda para setembro tinha alta de 0,12%, aos R$5,1075.
No mercado à vista, o dólar subia 0,18%, a R$5,0710 na venda.
Mais cedo, operador ouvido pela Reuters pontuou que, sem as cotações do mercado futuro de dólar da B3, as mesas de operação não tinham referência de preços e "ninguém faz nada".
A dificuldade inicial nas negociações ocorreu no último dia do mês, quando tradicionalmente os agentes operam mirando a definição da taxa Ptax.
Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
Os problemas da B3 também atingiram o mercado de DIs (Depósitos Interfinanceiros), que permanecia fechado nesta manhã.
(Por Fabrício de Castro; Edição de Eduardo Simões)



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