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Dois membros do Hamas morrem em ataque israelense na Faixa de Gaza

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GAZA — Ataques promovidos por Israel na Faixa de Gaza provocaram a morte de neste sábado, informou um responsável pela segurança do movimento islâmico à AFP. Em comunicado, o exército israelense contra instalações do grupo radical palestino, em que atingiram o território israelense na sexta-feira, o “Dia da Fúria”.

“Em resposta aos disparos de foguetes no sul de Israel na sexta-feira, a aviação atacou quatro estruturas da organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza”, informaram os militares israelenses, em comunicado, argumentando que as instalações seriam “duas fábricas de armas, um depósito de armas e um complexo militar”.

Na sexta-feira, três foguetes foram disparados de territórios palestinos contra Israel, sendo que um deles atingiu a cidade de Sderot, mas sem causar vítimas ou danos graves.

Segundo o Hamas, os dois palestinos mortos tinham 28 e 30 anos, mas suas identidades não foram divulgadas. Eles morreram num ataque contra uma base do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedin al Qasam, em Nuseirat.

Na sexta-feira, choques entre forças israelenses e manifestantes deixaram . Os confrontos acontecem como resposta à decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer a disputada Jerusalém como capital de Israel. O Hamas convocou o mundo árabe para a Terceira Intifada e apelidou esta sexta-feira como o “Dia da Fúria”, com protestos em Jerusalém, Cisjordânia e Gaza.

Milhares de pessoas também protestaram em diferentes países muçulmanos, do Irã à Malásia. Em todas as partes, os manifestantes queimaram e pisotearam fotos do presidente americano, Donald Trump.Trump reconheceu unilateralmente na quarta-feira Jerusalém como a capital de Israel e anunciou a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para esta cidade, deixando de lado décadas de diplomacia americana e internacional. O secretário de Estado, Rex Tillerson, explicou que a mudança não será realizada antes de dois anos.

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta sexta-feira em Nova York. O coordenador especial da ONU para a Paz no Oriente Médio, Nikolai Mladenov, disse que as Nações Unidas estão muito preocupadas com os riscos de uma escalada da violência na região, num vídeo de Jerusalém, transmitido na reunião. A embaixadora americana no órgão, Nikki Haley, repetiu que Trump não tomou posição sobre limites ou fronteiras e que o status quo se mantém nos lugares santos, rejeitando "os sermões e lições". Haley ainda reiterou que os Estados Unidos continuam comprometidos com o processo de paz.

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