SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ditador da Belarus, Aleksandr Lukachenko, afirmou que sente que a Guerra da Ucrânia "tem se arrastado" pela versão do Kremlin, as ações militares estão seguindo o plano original. O comentário foi feito em entrevista à agência de notícias americana Associated Press, publicada nesta quinta-feira (5).
"Não estou imerso nesse problema o suficiente para dizer se [a guerra] vai de acordo com o plano, como dizem os russos, ou como eu sinto", disse, em Minsk. "Quero enfatizar mais uma vez: sinto que essa operação se arrastou."
Na entrevista, Lukachenko chama de guerra o conflito no país vizinho, enquanto na Rússia o Kremlin proibiu o termo, definindo a ação militar como "operação militar especial". "Nós categoricamente não aceitamos nenhuma guerra. Fizemos e estamos fazendo de tudo para que não haja guerra", afirmou o ditador.
Ele também disse que seria inaceitável o uso de armas nucleares na Ucrânia, devido à proximidade do país com a Belarus. "Não estamos do outro lado do oceano, como os Estados Unidos."
Divergências pontuais com o Kremlin, porém, pararam por aí: Lukachenko chamou Putin de "irmão mais velho" e disse que ele teve que agir porque Kiev estava "provocando a Rússia".

