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Dinamarca diz que Otan compartilha responsabilidade pela segurança do Ártico em acordo sobre Groenlândia

Reuters
Dinamarca diz que Otan compartilha responsabilidade pela segurança do Ártico em acordo sobre Groenlândia
Dinamarca diz que Otan compartilha responsabilidade pela segurança do Ártico em acordo sobre Groenlândia

Por Stine Jacobsen e Jacob Gronholt-Pedersen

COPENHAGUE, 21 Set (Reuters) - Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos vão assinar na terça-feira um acordo sobre a segurança da Groenlândia — acordo que, segundo a Dinamarca, colocará a segurança do Ártico sob a supervisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em vez de deixá-la exclusivamente a cargo de Washington e Copenhague.

O acordo, que deve ser assinado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em Nova York na terça-feira, ainda não foi divulgado, embora o presidente Donald Trump tenha afirmado que ele concede aos EUA “controle permanente”. Dinamarca e Groenlândia não se pronunciaram sobre a afirmação de Trump, mas disseram que o acordo beneficiará a ilha ártica e respeitará sua soberania.

O acordo surge após meses de pressão por parte de Trump, que tem dito que os Estados Unidos deveriam controlar a Groenlândia e, em algumas ocasiões, se recusou a descartar o uso de força militar ou econômica para adquirir o território dinamarquês semiautônomo. Suas ameaças, que atingiram o auge em janeiro, desencadearam uma crise diplomática dentro da Otan e levaram a Dinamarca e a Groenlândia a negociar com Washington com o objetivo de amenizar a pressão.

“Ele (o acordo) terá uma forma em que a responsabilidade pela segurança no Ártico não será apenas dinamarquesa ou americana”, disse o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, à emissora nacional TV2 no domingo. Ele acrescentou que, em grande medida, “seria a Otan que cuidaria do Ártico”.

Um porta-voz da Otan afirmou no sábado que a aliança saudava o acordo, que “ajudará a promover a segurança, a estabilidade e a cooperação nessa região vital”.

Rasmussen, que viajou para Nova York durante a madrugada, recusou-se a discutir o conteúdo do acordo.

“Mas já dissemos desde o início que estamos abertos a atender aos interesses legítimos de segurança dos Estados Unidos”, declarou Rasmussen à agência de notícias dinamarquesa Ritzau na segunda-feira.

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