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Deslizamento de terra em aterro sanitário em Uganda deixa ao menos 21 mortos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um deslizamento de terra em um aterro sanitário na sexta-feira (9) deixou ao menos 21 mortos em Campala, capital de Uganda, enquanto equipes de resgate continuavam a cavar em busca de sobreviventes. O número de vítimas foi atualizado pela polícia neste domingo (11).

Segundo a imprensa local, casas, pessoas e animais foram soterrados naquela madrugada por montanhas de lixo do aterro de Kiteezi, distrito no norte de Campala, após fortes chuvas. Muitos dormiam no momento da tragédia. O número de vítimas presas ali ainda é incerto.

Segundo o porta-voz da polícia, Patrick Onyango, 14 corpos foram recuperados no sábado e outros quatro no domingo. "Cerca de mil pessoas foram deslocadas pelo incidente".

O ditador Yoweri Museveni disse, neste domingo, que ordenou que as forças especiais do Exército ajudem na operação de buscas e resgate e exigiu saber como foi permitido que as pessoas vivessem perto de um "morro potencialmente perigoso".

O regime iniciou investigações sobre a causa do deslizamento de terra e disse que tomará medidas contra quaisquer autoridades consideradas negligentes, disse a Inspetoria de Governo no X.

Museveni afirmou, também no X, que pagará indenizações no valor equivalente a R$ 7.000 às famílias dos mortos e R$ 1.400 para cada ferido.

O prefeito de Campala, Erias Lukwago, disse à AFP que o aterro sanitário de Kiteezi, de 14 hectares (0,14 m²), estava lotado. "É um desastre e estava anunciado", afirmou.

Há oito meses, um funcionário da Kampala Capital City Authority (KCCA), que administra o aterro, chamou a situação no local de "crise nacional".

Barracas foram montadas nas proximidades para os deslocados pelo deslizamento de terra, disse a Cruz Vermelha.

O aterro sanitário Kiteezi tem servido como o único depósito de lixo de Campala por décadas e se transformou em uma grande colina. Os moradores há muito tempo reclamam do lixo perigoso poluindo o ambiente e representando um perigo para os residentes.

Os esforços da autoridade da cidade para adquirir um novo local de aterro sanitário arrastam-se há anos. Houve tragédias semelhantes em outras partes da África devido a montanhas mal administradas de lixo municipal.

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