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Dasa reduz prejuízo para R$35 mi no 2º tri

Reuters

SÃO PAULO, 13 Ago (Reuters) - A Dasa registrou prejuízo líquido das operações continuadas de R$34,9 milhões no segundo trimestre, menor do que a perda de R$173,2 milhões verificada no mesmo período de 2025, de acordo com o balanço do grupo de medicina diagnóstica e hospitais publicado nesta quinta-feira. 

A receita bruta consolidada somou R$2,4 bilhões no trimestre, queda de 10% frente ao mesmo período do ano passado, afetada pela desconsolidação da Ímpar, decorrente da formação da Rede Américas, bem como os desinvestimentos concluídos ao longo de 2025.

Considerando o escopo atual, o faturamento cresceu 8%, puxado pelo crescimento de 9% na receita de Diagnósticos Nacional, para R$2,2 bilhões, com aumento do volume de exames e expansão dos segmentos premium, B2B (Lab-to-Lab) e atendimento domiciliar. 

Já a receita de Hospitais e Oncologia Nordeste recuou 4%, para R$208 milhões, refletindo a estratégia da companhia de qualificação da receita e reestruturação do mix de fontes pagadoras na Oncologia.

Também considerando o escopo atual, a margem bruta consolidada ficou praticamente estável (-0,4 ponto percentual) em relação ao segundo trimestre de 2025, em 27,9%.

O Ebitda consolidado atingiu R$446 milhões no trimestre, avanço de 53% na base anual, com expansão de margem de 5,8 pontos percentuais, para 20,1%.

"Os resultados do período reforçam a evolução do nosso atual perímetro operacional, combinando crescimento de receita, ganhos de eficiência, maior geração de caixa e avanços na desalavancagem", afirmou a companhia no material de divulgação do balanço.

A geração de caixa livre totalizou R$292 milhões no trimestre, ante consumo de caixa de R$18 milhões no mesmo período do ano passad. A dívida líquida financeira, após aquisições a pagar e antecipação de recebíveis, encerrou junho em R$5,6 bilhões, queda de 23%.

"A Dasa tem feito mais com menos, com ganhos consistentes de eficiência operacional. Processamos 119,7 milhões de exames no trimestre, quase 11 milhões mais do que um ano atrás, com treze unidades menos", afirmou o presidente-executivo da companhia, Rafael Lucchesi.

"Isso libera capital para onde o crescimento está: B2B, atendimento domiciliar, premium e a agenda de longevidade, que integra genômica, diagnóstico in vitro, biotecnologia e imagem para antecipar risco antes dos sintomas. Estamos consistentes no novo escopo e o próximo ciclo da companhia se constrói sobre essa base", acrescentou. 

(Por Paula Arend LaierEdição de Pedro Fonseca)

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