O equipamento não tripulado de fabricação russa atravessou a Romênia e a Hungria antes de entrar na Croácia e cair na noite de quinta-feira em um campo perto de um dormitório estudantil. Cerca de 40 carros estacionados foram danificados, mas ninguém ficou ferido após uma forte explosão.
A Otan disse que a defesa aérea e antimísseis integrada da aliança rastreou a trajetória de voo do objeto. Mas o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic, afirmou que as autoridades do país não foram informadas e que a Otan só reagiu após questionamentos feitos por jornalistas.
"Não podemos tolerar esta situação, nem deveria ter acontecido", disse o primeiro-ministro ao visitar o local do incidente. "Esta foi uma ameaça pura e clara e tanto a Otan quanto a União Europeia deveriam ter reagido", disse ele. "Trabalharemos para aumentar a prontidão não apenas nossa, mas também de outros."
Plenkovic disse que um drone de reconhecimento Tu-141 "Strizh" da era soviética voou por mais de 40 minutos sobre a Hungria e de seis a sete minutos sobre a Croácia antes de cair. Mais cedo, as autoridades de defesa romenas disseram que o drone estava no espaço aéreo da Romênia por apenas três minutos após cruzar da Ucrânia, dificultando a interceptação.
Plenkovic pediu às autoridades húngaras que iniciassem uma investigação sobre por que suas defesas aparentemente não notaram o drone não tripulado. "Felizmente, algo muito pior não aconteceu", disse Plenkovic, acrescentando que o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, "descobriu isso depois de mim".
"Isso poderia ter caído na usina nuclear na Hungria. Obviamente, não houve uma boa reação e outros países não reagiram bem. Agora temos um teste com o qual temos que aprender e reagir muito melhor", disse.
Ele acrescentou que apenas uma investigação pode determinar quem lançou o drone - os russos ou os ucranianos - depois que a aeronave for retirada de uma grande cratera criada após o impacto. Tanto a Rússia quanto a Ucrânia negaram ter lançado o drone. Fonte: Associated Press.

