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Crise no Sri Lanka se agrava com estado de emergência após fuga do presidente

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A iminente renúncia e a fuga do presidente do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, não aplacaram a crise na ilha, nem arrefeceram os protestos. A pedido do mandatário que agora está nas Maldivas, o premiê Ranil Wickremesinghe foi nomeado presidente interino nesta quarta (13), dando combustível à insatisfação popular.

Em uma de suas primeiras ações, Wickremesinghe decretou estado de emergência e toque de recolher. Ele pediu, em discurso televisionado, que o Exército e a polícia façam o necessário para restaurar a ordem. "Não podemos permitir que os fascistas tomem o controle", disse.

Manifestantes invadiram o gabinete do premiê, alçando bandeiras nacionais, e entraram em confronto com a polícia. Segundo a agência Reuters, Wickremesinghe recuou momentaneamente no estado de emergência, mas disse que voltaria a decretar a medida mais tarde.

"[Os manifestantes] querem parar o processo parlamentar. Mas devemos respeitar a Constituição. Então as forças de segurança me aconselharam a impor estado de emergência e um toque de recolher. Estou trabalhando para fazer isso", disse o presidente interino.

Nas ruas, a população pede que Wickremesinghe renuncie ao cargo. Ele, aliás, havia dito no sábado (9) --quando milhares incendiaram sua casa e invadiram a residência oficial de Gotabaya-- que estaria disposto a deixar o cargo para apaziguar a crise doméstica. Até aqui, porém, não formalizou nenhum pedido de renúncia.

O presidente do Parlamento cingalês, Mahinda Yapa Abeywardena, disse ter sido informado por Gotabaya Rajapaksa de que uma carta sua formalizando a renúncia à Presidência chegaria ainda nesta quarta. Ele manteve a data das eleições para o próximo dia 20.

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