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O governo das Filipinas tomou medidas chocantes para esconder a miséria do país e os menores abandonados nesta semana, enquanto o papa Francisco é recebido como visita.
De acordo com o tablóide britânico Daily Mail, milhares de crianças sofrem nas ruas para “deixar os locais mais limpos”, e para que o papa não veja a situação impactante em que os menores se encontram – ainda que Francisco seja um defensor da justiça social – decidiu encarcera-las em presídios locais, sem as condições básicas de sobrevivência.
O jornal britânico visitou esses presídios ao lado do vencedor do nobel, Father Shay Cullen, e relatou que os menores ficavam em condições desumanas, sem higiene e com pouca comida, ao lado de celas de adultos presidiários, que ocasionalmente as estupravam.

Mais de 20 mil crianças, algumas abandonadas pelos pais, estão nessa situação, e seguem espalhadas em ao menos 17 presídios, vivendo a maioria encarcerada em toda a sua infância. A situação, que já ocorria há tempos, aumentou antes da chegada do papa.
Mak-Mak, um garoto de sete anos que sofreu com a situação mas conseguiu se libertar, foi citado pelo jornal e emocionou com sua história. Ele foi resgatado por uma instituição liderada por Father Shay. Quando adotado, o menino não entendia para que serviam os brinquedos, e teve de ser reeducado pelos novos familiares.
No primeiro dia de visita às Filipinas, o papa denunciou a "desigualdades sociais escandalosas" e proclamou sua firme rejeição a toda forma de corrupção, no primeiro dia de sua visita às Filipinas. Father Shay diz orar para que durante a sua visita, o papa Francisco fale sobre essas crianças capturadas.


