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Coreia do Norte: potências mundiais questionam alance de míssil lançado

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WASHINGTON, PEQUIM, MOSCOU e SEUL - As principais potências mundiais envolvidas nas discussões para frear o avanço militar da Coreia do Norte, que anunciou o lançamento bem-sucedido de seu primeiro um míssil balístico intercontinental nesta terça-feira, minimizaram o teste bélico do regime do ditador Kim Jong-Un. Segundo a Coreia do Norte, o projétil disparado da cidade de Panghyon, a 100 km a noroeste de Pyongyang, “pode alcançar qualquer lugar do mundo", mas tal alcance foi questionado pelos governos de Rússia, China, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

As Forças Armadas russas afirmaram que observaram o lançamento do Hwasong-14, determinado por Jong-Un, considerando que se trata de um projétil de médio alcance. Autoridades desses países disseram que o míssil aterrissou na Zona Econômica do Mar do Leste no Japão, após subir a uma altitude de 2.802 km e sobrevoar uma distância de 933 km por quase 40 minutos.

"Os dados de voo paramétricos do objeto balístico correspondem às características táticas e técnicas de um míssil balístico de médio alcance", afirmou o ministério da Defesa em um comunicado, citado pelas agências russas.

Já o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse convocou uma reunião do conselho de segurança nacional para analisar o lançamento. As autoridades sul-coreanas disseram que o míssil era um tipo de alcance intermediário, mas os militares também estavam verificando a possibilidade de ser um míssil balístico intercontinental (ICBM). Moon se disse profundamente desapontado com a ação norte-coreana.

A manifestação imediata dos Estados Unidos veio através de uma mensagem no Twitter do presidente Donald Trump. Na semana passada, Trump afirmou, em reunião com Jae-in, que .

"Este cara não tem algo melhor para fazer com sua vida?", escreveu o chefe de Estado americano em referência ao líder norte-coreano Kim Jong-Un. "É difícil acreditar que Japão e Coreia do Sul vão suportar isto por muito mais tempo. Talvez a China se endureça com a Coreia do Norte para acabar com essa besteira de uma vez por todas”, cobrou.

O governo chinês pediu calma e contenção diante da situação e da exigência de Trump. Em resposta ao mandatário americano, o porta-voz do Ministério do Exterior, Geng Shuang, disse, em boletim informativo diário, disse que a China trabalha há muito tempo para resolver a questão. Shuang afirmou que resoluções do Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas trazem regras claras sobre lançamentos bélicos pela Coreia do Norte, e a China teria feito oposição para ir contra a tais normas.

— A contribuição da China é óbvia para todos. O papel da China é indispensável — afirmou Shuang. — Esperamos que todos os lados possam se encontrar no meio do caminho.

O presidente chinês Xi Jinping, que viajou na segunda-feira a Moscou, concordou com o colega russo Vladimir Putin sobre a necessidade de "diálogo e negociação", informou a agência estatal Xinhua.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse que pediria aos presidentes da Rússia e da China para empenhar papéis mais construtivos nos esforços de conter o programa militar do regime de Jong-Un.

— Líderes do mundo se reunirão no encontro do G20. Gostaria de pedir encarecidamente por solidariedade da comunidade internacional na questão da Coreia do Norte — disse Abe à imprensa nesta terça-feira.

O Japão já havia anunciado na segunda-feira que integraria uma cúpula com Coreia do Sul e EUA sobre a Coreia do Norte.

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