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Coreia do Norte falha em novo teste de míssil, diz Coreia do Sul

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PYONGYANG — A Coréia do Norte tentou lançar um míssil no domingo perto de Sinpo, na costa leste, mas acredita-se que ele tenha falhado, disseram autoridades da Coreia do Sul. A tentativa de lançamento de mísseis ocorre um dia depois que a Coreia do Norte realizou um desfile militar em sua capital, marcando o aniversário de nascimento do fundador do Estado, onde aparecem os novos mísseis balísticos.

Além de celebrar o “Dia do Sol”, neste sábado, a Coreia do Norte utilizou o desfile que comemorou a data do nascimento do líder fundador da dinastia, Kim Il-Sung — avô do atual líder norte-coreano — para demonstrar força e enviar uma mensagem a Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul sobre a sua capacidade militar. Atrás de alguns destacamentos, que portavam rifles e lança-granadas, foram exibidos o que poderiam ser 56 novos mísseis intercontinentais de dez classes diferentes, ou protótipos deles, além do Pukkuksong, um míssil balístico lançado de um submarino, que Pyongyang testou com sucesso em agosto.

Analistas militares acreditam que alguns dos mísseis são novos tipos de balísticos intercontinentais (ICBM, na sigla em inglês). Ainda segundo especialistas, os foguetes transportados por reboques pareciam maiores do que os atuais KN-08 e KN-14.

Melissa Hanham, do Instituto Internacional de Estudos Middlebury, na Califórnia, acredita que o país exibiu dois tipos de ICBM acoplados a lançadores, o que sugere que Pyongyang tem trabalhado em um “novo conceito” de design:

— Vale lembrar que a Coreia do Norte tem o hábito de exibir novos conceitos em desfiles antes mesmo de testá-los ou lançá-los — explicou. — Ainda é cedo para avaliar o design desses mísseis.

Chad O’Carroll, diretor do serviço especializado NK News, disse à AFP que os foguetes transportados por reboques poderiam ser mísseis balísticos intercontinentais de combustível líquido, ou protótipos de um.

— Seria um grande ponto de virada, uma vez implantado, mas ainda há um longo caminho de testes pela frente.

Após inspecionar a guarda de honra, o líder Kim Jong-Un, vestido com um terno preto, supervisionou as tropas que marcharam pela praça Kim Il-Sung. Ele não falou durante a cerimônia, mas o vice-presidente da Comissão dos Assuntos de Estado, segundo na hierarquia, fez um discurso desafiador, alertando que o país está preparado para reagir a qualquer provocação.

— Estamos prontos para responder a uma guerra total com uma guerra total e com ataques nucleares a qualquer ataque nuclear — ameaçou.

O aviso é uma resposta às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que na quinta-feira disse de que o “problema norte-coreano seria resolvido”. A Coreia do Norte tem sido alvo de várias resoluções da ONU que tentam impedir Pyongyang de adquirir tecnologia nuclear e balística. O país, que já realizou cinco testes nucleares nos últimos meses, quer desenvolver um míssil intercontinental capaz de atingir os EUA, o que, segundo Trump, “não vai acontecer”.

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