Início Mundo Conselho da Volkswagen aprova reestruturação e sinaliza cortes de 50 mil empregos
Mundo

Conselho da Volkswagen aprova reestruturação e sinaliza cortes de 50 mil empregos

Reuters
Conselho da Volkswagen aprova reestruturação e sinaliza cortes de 50 mil empregos
Conselho da Volkswagen aprova reestruturação e sinaliza cortes de 50 mil empregos

FRANKFURT, 3 Set (Reuters) - O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou por unanimidade nesta quinta-feira um plano de transformação que pode incluir corte de mais 50 mil empregos no grupo.

O plano, a maior reestruturação nos 89 anos de história da Volkswagen, prevê a busca por alternativas para quatro fábricas alemãs que não têm planos concretos de produção para a próxima década.

Isso inclui uma simplificação da estrutura do conglomerado da Volkswagen, bem como limites à influência do conselho de supervisão, no qual sindicatos e o acionista Baixa Saxônia detêm a maioria em decisões importantes.

“Este é um forte sinal para o futuro do Grupo Volkswagen. Estamos assumindo a responsabilidade por toda a nossa força de trabalho, por nossos parceiros e pelos empregos industriais em todo o mundo”, afirmou o presidente-executivo, Oliver Blume, em comunicado.

O “Plano para o Futuro”, apresentado pela diretoria executiva da Volkswagen e aprovado em uma reunião do conselho, surge em um momento em que a maior montadora da Europa enfrenta pressões de todos os lados,  incluindo tarifas de importação dos Estados Unidos, concorrentes asiáticos e um mercado chinês mais fraco.

A Volkswagen afirmou que é necessário “um novo ajuste fundamental da capacidade global da força de trabalho”, explicando que isso inclui uma redução de cerca de 50 mil postos de trabalho em todo o mundo, além da redução de 50 mil empregos já em andamento.

A empresa não forneceu mais detalhes sobre o cronograma da redução da força de trabalho nem sobre como os cortes serão distribuídos entre suas marcas e regiões.

O anúncio vem após semanas de negociações tensas que opuseram o conselho e a Porsche SE, acionista majoritária, aos sindicatos e ao estado da Baixa Saxônia, com a administração considerando a convocação de uma assembleia geral extraordinária para aprovar suas exigências.

A empresa citou a crescente pressão competitiva global, as mudanças nos padrões de demanda e as transformações tecnológicas no setor automotivo como motivos para as medidas planejadas.

(Por Mrinmay Dey e Christoph Steitz)

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!