A norte-americana Jammie Booker perdeu o título de campeã da edição 2025 da competição A Mulher Mais Forte do Mundo após organizadores afirmarem ter recebido "vídeos explícitos" que sugeririam que a atleta é transgênero. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (26) e gerou ampla repercussão nas redes sociais e no meio esportivo.
Segundo a organização, Booker teria violado uma das regras do concurso, que estabelece que as competidoras devem participar de acordo com o sexo biológico. A atleta não respondeu aos questionamentos enviados pelos organizadores e, diante da ausência de esclarecimentos, o comitê decidiu destituí-la do título.
Com a mudança, a britânica Andrea Thompson, que havia ficado em segundo lugar, foi declarada vencedora da edição deste ano. A organização afirmou que tentou estabelecer contato com Booker antes de tomar a decisão, mas não obteve retorno. Apesar disso, reforçou que o evento prega inclusão e diversidade, mas que precisa seguir regulamentos internos.
O caso provocou debates entre atletas e internautas, especialmente sobre critérios de participação em competições de força e transparência nas avaliações feitas pelas organizações esportivas. Comentários se dividiram entre apoio à decisão e críticas ao procedimento adotado pelo comitê.
Até o momento, Jammie Booker não se pronunciou publicamente sobre a perda do título. A organização também não divulgou detalhes sobre as imagens citadas, limitando-se a afirmar que elas motivaram uma revisão interna do resultado final do campeonato.

