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Com carisma, estilo e protagonismo, primeira-dama é trunfo de Macri

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BUENOS AIRES - Sempre ao lado do presidente Mauricio Macri, Juliana Awada nunca passou despercebida. Aos 43 anos, a primeira-dama argentina domina como poucas a arte de acompanhar — mas também tem brilho próprio. Não por acaso foi um dos trunfos da campanha do chefe de Estado: à época, uma pesquisa mostrava que ela tinha 50% de imagem positiva na cidade de Buenos Aires e 45% da província. Números potentes, mas que ela prefere não capitalizar sozinha — é de conhecimento público que Juliana não tem qualquer intenção de seguir a carreira política do marido.

Em vez disso, a mãe de Valentina Barbier — de 15 anos, fruto de sua relação com o milionário belga Bruno Barbier — e Antonia Macri, de 6, prefere mostrar seu brilho pessoal em aparições públicas, com um “estilo chique e natural, sem esforços”, de acordo com a reportagem de capa desta semana da edição argentina da revista “Hola”. “Com seu look casual, abriu fronteiras que pareciam insuperáveis no armário de uma primeira-dama: foi a primeira a usar pantacourts em atos oficiais, jeans e macacões de linha minimalista em viagens, e brilhos estratégicos em jantares estatais. Quem disse que uma primeira-dama só deveria usar vestidos no joelho e sapatos de salto baixo?”.

A revista lembra que Juliana sempre gostou de moda e seu estilo surpreendeu jornalistas especializados no exterior. Em 2016, foi apontada uma das mulheres mais bem vestidas no mundo segundo a revista “Vogue”, que comparou seu estilo ao de primeiras-damas famosas como Jacqueline Kennedy, Michelle Obama, ou sua compatriota Eva Perón. No encontro do G20 deste ano, roubou novamente a cena, e seu estilo foi comentado em várias reportagens à época. O bom gosto se deve ao trabalho na Awada, marca de roupas que sua mãe, Pomi Baker Yessi, fundou. Agora, estilistas argentinos, como Marcelo Giacobbe, Javier Saiach e Lage, e marcas como LyU, El Camarín e Cher, elegeram-na como a estrela nas viagens presidenciais.

A moda, assim como a arte, as crianças e a alimentação saudável, são temas que já a interessavam antes mesmo que seu marido chegasse à Casa Rosada. Com ou sem o marido, Juliana comparece a diversos eventos de arte em museus como o ArteBA, e há alguns dias recebeu representantes da ArtBasel, uma reconhecida feira internacional de arte na Quinta de Olivos.

A primeira-dama também brilha sem Macri. Em viagens onde vai sozinha, transformou-se na porta-voz de temas como a importância da alimentação infantil e de pessoas com necessidades especiais — em seu Instagram há várias fotos de ambos os temas. No Dia das Crianças, recebeu 70 alunos de uma escola na Quinta de Olivos. Recuperar a residência oficial do governo argentino, aliás — doada ao governo há 99 anos, no subúrbio de Buenos Aires — foi um dos seus principais objetivos durante os primeiros meses de governo. Com a ajuda das irmãs Caradonti, três jovens decoradoras, recuperou a casa que havia sido negligenciada durante os governos anteriores, numa obra estimada pelos meios de comunicação locais entre 25 milhões e 30 milhões de pesos (entre R$ 4,7 milhões e R$ 5,6 milhões).Mas, apesar dos holofotes, sua intenção é manter, na medida do possível, a vida normal que tinha antes da eleição do marido.

— Vou tentar conservar minha rotina o máximo que puder. Não vou perder minha essência — disse à “Hola”, ainda durante a campanha.

A “Hola” destaca que “a primeira-dama não somente traz serenidade ao presidente, mas também a cada uma das pessoas que conhece”. Segundo a revista, ela “é fonte de um grande equilíbrio emocional no entorno presidencial. Talvez este seja o tempero secreto de seu efeito: o “efecto Juliana’”.

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