WASHINGTON — A CIA afirmou nesta quarta-feira que vazamentos do WikiLeaks colocam em risco funcionários americanos e ajudam adversários dos Estados Unidos, um dia após a plataforma de Julian Assange divulgar milhares de documentos que revelam técnicas de espionagem digital.
De acordo com a CNN, a CIA e o FBI abriram uma investigação criminal para descobrir como os documentos secretos da agência de Inteligência teriam caído em mãos do WikiLeaks. O inquérito tenta descobrir se há mais material que poderiam estar em posse da plataforma de vazamentos.
O site divulgou 8.761 documentos que apontam o uso de softwares elaborados para invadir smartphones, computadores e até mesmo TVs conectadas à internet. Embora a CIA não tenha confirmado a autenticidade das informações, o vazamento aumenta as suspeitas de que a agência possa ter ultrapassado limites na vigilância sobre os cidadãos.
Várias empresas de tecnologia reagiram à revelação de que teriam tido seus produtos comprometidos com fins de espionagem.
Segundo funcionários federais, os documentos ‘até o momento são bastante genuínos”. Eles temem que, se o WikiLeaks publicar códigos secretos de operações da CIA, isto poderia causar um problema crítico de segurança cibernética porque hackers teriam acesso aos sistemas e aparelhos vulneráveis listados no vazamento Vault 7.
Após o vazamento, a Apple emitiu um comunicado detalhado para afirmar que já estava analisando algumas das potenciais vulnerabilidades do sistema operacional em seus aparelhos.
A Samsung também se pronunciou sobre a história, após alegações nos documentos de que suas televisões da séria F8000 haviam sido invadidas por uma ferramenta desenvolvida com a MI5, a agência de Inteligência do Reino Unido.

