Mais de 33 milhões de pessoas foram afetadas pelas inundações provocadas pelas chuvas de monções excessivamente fortes deste ano. Segundo o primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, a situação não tem precedente em 30 anos. "Há um oceano de água de enchente por todos os lados", afirmou.
As províncias de Sindh e Baluquistão, no sul do país, sofreram a maior destruição. Somente em Sindh, 1.800 acampamentos foram montados para os que perderam suas casas. No Baluquistão, mais de 61 mil casas foram parcial ou totalmente danificadas pelas inundações.
ISOLAMENTO
Grandes áreas do Paquistão estão isoladas e inacessíveis às equipes de ajuda humanitária, pois estradas e pontes ficaram submersas. O receio de que o número de mortos possa aumentar de forma significativa ao se chegar a essas regiões fez com que algumas autoridades já considerassem a atual crise pior do que as enchentes de 2010, quando aproximadamente 1.700 pessoas morreram.
O governo paquistanês tem atribuído os fenômenos extremos deste ano às mudanças climáticas causadas pelo homem. A ministra do Meio Ambiente, Sherry Rehman, descreveu a chuva incomum como uma "monção monstruosa" exacerbada pelas mudanças climáticas. (Com agências internacionais)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



