A China vai despachar um enviado especial ao Oriente Médio para tentar mediar a escalada de tensões na região em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, informou o Ministério das Relações Exteriores chinês em comunicado divulgado nesta quinta-feira (5). O país não forneceu um prazo para o envio.
O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, afirmou em conversa telefônica com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, que Pequim continuará desempenhando um papel construtivo para promover a paz e a estabilidade regionais.
Durante o diálogo, Wang reiterou a posição de princípio da China sobre a crise, destacando que a expansão do conflito não atende aos interesses de nenhuma das partes e que os maiores prejudicados seriam os povos da região. Ele também afirmou que a proteção de civis não deve ser ultrapassada como "linha vermelha" e que alvos não militares, como infraestrutura energética, econômica e de subsistência, não devem ser atacados.
O ministro chinês acrescentou ainda que a segurança das rotas marítimas também deve ser preservada. O representante da China para o Oriente Médio será enviado à região para atuar na mediação diplomática e incentivar uma retomada do caminho de diálogo.
Abdullah, por sua vez, afirmou que os Emirados não são parte beligerante no conflito e não participaram das hostilidades, acrescentando que o país espera que a China continue exercendo papel positivo para evitar uma escalada das tensões regionais.

