Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã, declarou nesta segunda-feira (2) por meio da rede social X que o país não estabelecerá negociações com o presidente Donald Trump. "Não haverá negociação com os Estados Unidos", afirmou ele. A declaração de Larijani contrasta com as afirmações de Trump, que no domingo (1) alegou que o novo líder iraniano estaria disposto a dialogar.
Em meio a esse contexto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que a ofensiva contra o Irã será intensificada. Analistas afirmam que a intenção de derrubar o regime iraniano visa conter a influência da China e fortalecer a posição de Israel na região.
Larijani também compartilhou outras mensagens, criticando Trump por ter traído a política do "América Primeiro" em favor do "Israel Primeiro". Em um de seus posts, o chefe de Segurança iraniano acusou o presidente dos EUA de ter arrastado a região para uma "guerra desnecessária", e expressou preocupação com as mortes de americanos. "É muito triste ele sacrificar o tesouro e o sangue americano para avançar nas ambições expansionistas ilegítimas de Netanyahu", escreveu.
A ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã, que começou no sábado (28), não deve ter fim próximo. Trump afirmou que os ataques continuarão até que os objetivos militares dos Estados Unidos sejam alcançados. O presidente americano também exigiu que a Guarda Revolucionária iraniana entregue suas armas, sob a ameaça de "enfrentar a morte". Os bombardeios resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Extraído de Agência Brasil

