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Chefe de agência dos EUA remete ao Pentágono decisão sobre transmissão de fuzilamento na TV

Reuters
Chefe de agência dos EUA remete ao Pentágono decisão sobre transmissão de fuzilamento na TV
Chefe de agência dos EUA remete ao Pentágono decisão sobre transmissão de fuzilamento na TV

Por David Shepardson

WASHINGTON, 9 Out (Reuters) - O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) afirmou nesta sexta-feira que deixará a cargo do Pentágono a decisão sobre se emissoras de TV norte-americanas poderão transmitir uma execução militar por fuzilamento prevista para 3 de dezembro.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse na quinta-feira que a execução por fuzilamento de Nidal Hasan seria transmitida ao vivo. Hasan é um ex-psiquiatra do exército norte-americano que foi condenado por matar 13 pessoas e ferir outras 32 na base militar de Fort Hood, no estado do Texas, em 2009.

Carr disse à CNBC que, pelo que entende, a transmissão não será feita pela TV aberta. Mas, quando questionado se permitiria que fosse transmitida, ele disse: “Em última instância, vamos deixar a decisão a cargo do secretário Hegseth, e vocês sabem quais são as decisões dele sobre como proceder com isso.”

Um porta-voz da FCC não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. As emissoras ABC, NBC, CBS e Fox não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre se estão considerando transmitir o fuzilamento.

Andrew Jay Schwartzman, consultor sênior do Benton Institute for Broadband & Society e especialista em questões relacionadas à FCC, afirmou que não há base legal para que a comissão intervenha na decisão de uma emissora sobre a transmissão ao vivo de uma execução.

“Não há absolutamente nenhuma justificativa na Lei das Comunicações ou na Constituição que permita à FCC determinar às emissoras que transmitam ou não um evento real”, disse ele, acrescentando: “não há base para a FCC ditar conteúdo ou proibir conteúdo, a menos que se trate de obscenidade.”

Um relatório de 2007 da FCC sobre violência na televisão afirmou que a agência não tinha autoridade para regulamentar conteúdo violento. O relatório indicou que “discursos violentos e representações de violência foram considerados pelos tribunais como protegidos pela Primeira Emenda”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou nesta semana que Hasan seja executado por pelotão de fuzilamento.

A morte por fuzilamento é uma das várias formas de pena capital que o governo Trump recentemente incluiu entre as maneiras permitidas de execução para os crimes federais mais graves, juntamente com a eletrocussão e a asfixia por gás.

Hasan deve se tornar a primeira pessoa a ser executada por um pelotão de fuzilamento das Forças Armadas dos EUA desde 1945. A execução está marcada para 3 de dezembro na mesma base no Texas onde Hasan abriu fogo.

A Organização das Nações Unidas classificou nesta sexta-feira como “repugnante” plano dos EUA de transmitir ao vivo a execução e afirmou que isso pode constituir uma violação das proibições contra a tortura.

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