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Certidão de óbito aponta que Oscar Pérez morreu com um tiro na cabeça

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CARACAS - O militar Oscar Pérez, que morreu na última semana em uma operação da forças de segurança venezuelanas, morreu com um disparo que recebeu na cabeça, de acordo com a certidão de óbito entregue para sua família. A causa morte pode indicar a possibilidade de uma execução, afirmou uma deputada opositora.

O documento oficial difundido pela imprensa local informa ainda que Oscar sofreu um "traumatismo cranioencefálico severo (...), ferida por arma de fogo disparado a cabeça".

As autoridades ainda não comentaram a causa da morte de Pérez e das outras seis pessoas, entre elas uma mulher, em uma megaoperação das forças de segurança da Venezuela na última segunda-feira em El Junquito, bairro à oeste da capital, onde o piloto estava escondido.

"Há um padrão que anuncia a possibilidade de uma execução", declarou neste sábado a presidente da comissão parlamentária que investiga o caso, a deputada opositora Delsa Solorzano, para a Associated Press. A deputada confirmou que as certidões de óbito de Pérez e de cinco dos seis acompanhantes do militar trazem como causa da morte "um disparo na cabeça".

A Anistía Internacional e outras organizações humanitárias condenaram as operações em que morreram Pérez e seus companheiros e denunciaram que as pessoas haviam morrido em uma "execução extrajudicial" apesar de terem anunciado sua rendição após serem dewcobertos pelas autoridades no local onde estavam escondidos, em Junquito.

Os familiares de Pérez e das outras pessoas que morreram foram, pelo quarto dia consecutivo, ao necrotério para retirar os corpos mas não conseguiram.

"Isso não é justo", disse Aminta Pérez, mãe do militar, ao exigir que as autoridades, em uma mensagem que difundiu nas redes sociais, a liberação do corpo de seu filho.

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