"Atingimos áreas que Putin disse querer desenvolver para diversificar economia, como defesa e TI", afirmou, lembrando que as medidas, junto as de aliados, cortarão metade do acesso da Rússia à alta tecnologia. O conselheiro lembrou que a bolsa russa caiu mais de 30% hoje, e que as medidas irão elevar inflação e juros da economia russa, tendo "grande impacto". Segundo ele, nos próximos meses, veremos fluxo de capitais saindo da Rússia e a moeda local, o rublo, desvalorizada. "As sanções irão afetar a Rússia em longo prazo, é o nosso objetivo", concluiu.
Segundo ele, as sanções, focadas especialmente em restrições de exportações, bancos e em executivos, não devem se expandir para o setor de energia. "Não faremos nada contra Rússia que cause disrupção na oferta global de energia", afirmou. De acordo com Singh, energia é a área na qual a Rússia tem grande importância global, e a entrega global de hidrocarbonetos não deve ser "significativamente" afetada. Sobre a possibilidade de Moscou ser excluída do Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (Swift, na sigla em inglês), que vem sendo discutida por aliados, o conselheiro afirmou: "todas as opções estão sobre a mesa".

