A ex-ministra francesa da Ecologia e candidata a deputada, Nathalie Kosciusko-Morizet, perdeu a consciência durante vários minutos depois de ser agredida por um homem quando fazia campanha nas ruas, em Paris. Nathalie foi atendida por paramédicos e foi levada para o hospital, onde permanecerá em observação.
A candidata distribuía panfletos em um distrito da capital francesa quando um homem de cerca de 50 anos se aproximou, arrancou os panfletos e os jogou no seu rosto. Nathalie caiu e perdeu a consciência, e o homem que a agrediu conseguiu fugir.
Testemunhas ouviram o agressor dizendo a candidata que era culpa dela que Anne Hidalgo é prefeita de Paris, referindo-se a derrota de Nathalie na disputa da prefeitura da capital francesa em 2014.

Foto: Geoffroy Van Der Hasselt / AFP
A ex-ministra e porta-voz do ex-presidente Nicolas Sarkozy enfrenta em sua região um candidato do movimento do presidente Emmanuel Macron, A República em Marcha, e corre o risco de perder seu assento no Parlamento. O candidato rival de Nathalie suspendeu sua campanha, e políticos tanto de direita quanto de esquerda criticaram o ataque.
"A violência não tem lugar em uma campanha eleitoral", tuitou a líder da extrema-direita, Marine Le Pen.
A campanha termina sexta-feira à meia-noite. Procuradores franceses afirmaram que uma investigação foi aberta para averiguar as circunstâncias do incidente.
A vitória esmagadora da República em Marcha, legenda do presidente Emmanuel Macron, no primeiro turno das eleições legislativas francesas aponta para um grupo parlamentar gigantesco do partido governista, com cerca de 450 deputados num total de 577. O partido de Macron — que sequer existia há um ano — acaba de de provocar um terremoto político na França, seguro de obter uma maioria na próxima Câmara de Deputados. Emmanuel Macron conseguiu acabar com o velho sistema de partilha de poder entre a esquerda e a direita, criando uma força híbrida no centro capaz de aceitar elementos moderados de todos os horizontes.
As legislativas ocorrem em dois turnos. Cada circunscrição representa 125 mil pessoas. Se nenhum candidato superar 50% dos votos no primeiro turno, a disputa passa para o segundo, em que se classificam os dois primeiros. Macron ainda tem que lidar com a abstenção recorde, de 51,29%, o que pode afetar sua legitimidade para governar.


