Um dia de lazer na mundialmente famosa Bondi Beach, em Sydney, Austrália, transformou-se em uma cena de horror e tragédia neste domingo (14). O brasileiro Daniel Silva Gonçalves, de 19 anos, natural de Valença, no sul do Rio de Janeiro, estava aproveitando o fim de tarde na praia quando foi surpreendido por um ataque a tiros. O atentado, que as autoridades australianas classificaram como terrorismo, resultou na morte de pelo menos 12 pessoas e deixou outras 29 feridas. O ataque ocorreu durante a celebração judaica do feriado de Hanukkah
O relato de Daniel ao UOL detalha os momentos de pânico que se seguiram aos primeiros disparos. O jovem estava na grama, próximo a banheiros públicos e uma ponte, após participar de uma roda de samba. Inicialmente, ele ouviu "dois barulhos secos" e, intuitivamente, alertou a amiga de que se tratava de tiros, mas a maioria das pessoas ao redor pensou que fossem fogos de artifício devido ao clima festivo. A confirmação da ameaça veio com uma rápida sequência de disparos, desencadeando um "caos" imediato: "Quando começou de verdade, saiu todo mundo correndo. As pessoas largaram bolsas, roupas, tudo na areia. Foi um caos."
O cenário que se desenhou na areia e arredores da praia de Bondi foi de puro desespero e instinto de sobrevivência. Daniel descreveu ter visto pessoas correndo em pânico, se jogando no chão e tentando desesperadamente se proteger atrás de carros estacionados, enquanto alguns buscavam refúgio até mesmo dentro do mar. As imagens eram chocantes, com "crianças chorando, pessoas gritando", e o jovem relatou ter testemunhado as consequências brutais da violência, vendo "gente morta, coberta por lona" e, em uma cena de extrema crueldade, "gente com a cabeça explodida".
