A brasileira Marina Lacerda, de 37 anos, foi uma peça fundamental para a condenação do bilionário Jeffrey Epstein por tráfico sexual. Em entrevista à rede ABC News, ela detalhou os abusos que sofreu dos 14 aos 17 anos.
Lacerda afirmou que foi aliciada para fazer massagens, mas foi forçada a integrar uma rede de exploração. "Tínhamos que fazer sexo, querendo ou não", disse. Ela relatou que Epstein abusava de "até dez mulheres por dia" e que foi descartada aos 17 anos por ficar "velha demais".
As evidências fornecidas por ela foram consideradas "essenciais" pelos promotores para a condenação de Epstein em 2019. O bilionário morreu na prisão.
Nesta quarta-feira (3), Lacerda, agora com 37 anos, participou de uma coletiva em frente ao Congresso dos EUA para pressionar pela aprovação de uma lei que obrigue a divulgação completa de todos os documentos do caso.
O assunto gerou crise no governo Trump, após o nome do presidente aparecer em registros do caso. Trump nega envolvimento e alega que rompeu laços com Epstein em 2004. O Departamento de Justiça dos EUA informou que não existe uma "lista de clientes" de Epstein nos arquivos investigativos.

