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Brasil envia carta aos EUA e manifesta "indignação" com tarifa de 50%

Brasil envia carta aos EUA e manifesta "indignação" com tarifa de 50%
Brasil envia carta aos EUA e manifesta "indignação" com tarifa de 50%

O governo brasileiro enviou uma carta oficial aos Estados Unidos nesta quarta-feira (16) para expressar “indignação” com a decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. No documento, o Brasil também cobra resposta a uma correspondência anterior, enviada em maio, e reforça que está aberto ao diálogo para evitar prejuízos econômicos bilaterais.

A carta é assinada pelo vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e pelo chanceler Mauro Vieira. Ela foi encaminhada ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio do país, Jamieson Greer, ambos responsáveis por tratar das medidas anunciadas por Trump no início de julho.

“O governo brasileiro manifesta sua indignação com o anúncio [...] da imposição de tarifas de importação de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil”, diz o documento. O texto destaca que a medida compromete setores estratégicos de ambas as economias e coloca em risco uma parceria “histórica e profunda” entre os países.

As autoridades brasileiras também rebatem a alegação de que os EUA teriam prejuízo na balança comercial com o Brasil. Segundo a carta, dados do próprio governo norte-americano mostram que, nos últimos 15 anos, os EUA acumularam superávit de quase US$ 410 bilhões nas trocas de bens e serviços com o Brasil.

A correspondência afirma que o Brasil solicitou, em várias ocasiões, que Washington apresentasse quais seriam as “áreas específicas de preocupação” para que as negociações pudessem avançar. O Itamaraty e o Ministério da Indústria reiteraram a disposição para discutir uma solução “mutuamente aceitável”.

Mesmo após o envio do documento, o governo brasileiro afirmou à GloboNews que ainda não recebeu resposta formal da gestão Trump. Na semana passada, Trump chegou a enviar uma carta ao presidente Lula em que distorce dados da balança comercial e reafirma a aplicação da tarifa, que entra em vigor em 1º de agosto, caso não haja acordo.

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