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Boris Johnson diz que não disputará cargo de premiê e abre caminho para Sunak

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson afirmou que não concorrerá à liderança do Partido Conservador que o conduziria novamente à chefia do país. A notícia foi publicada pelo jornal The Guardian neste domingo (23).

Com isso, seu antigo ministro das Finanças, Rishi Sunak, ganha ainda mais chances de assumir o posto renunciado por Liz Truss.

O analista financeiro confirmou sua candidatura também neste domingo e, de acordo com a BBC, conta com mais de 150 endossos de outros membros do partido, ou mais do que os cem necessários para entrar na disputa. Boris, por sua vez, tinha apenas 57 apoios públicos —ele alega ter alcançado a marca de 102, no entanto.

O ex-premiê tinha interrompido suas férias no Caribe e viajado a Londres no sábado. Ele não chegou a declarar formalmente sua candidatura, mas comunicou a apoiadores que desejava concorrer. Sete ministros declaram apoio público a ele nos últimos dias.

À noite, Boris se reuniu com Sunak para o que teria sido o primeiro encontro entre os dois em meses —a saída do então secretário do Tesouro de seu governo foi uma das que precipitou a sua queda, três meses atrás.

Mas o ex-primeiro-ministro não conseguiu nem o apoio dele, nem da terceira posicionada na corrida, Penny Mordaunt, ministra da Defesa no governo de Theresa May e nome popular entre os membros da legenda que hoje conta com 24 endossos.

"Existe uma grande chance de que eu tivesse sido bem-sucedido nas eleições entre os membros do Partido Conservador, e que eu de fato estivesse de volta à Downing Street na sexta-feira", afirmou Boris em um comunicado, citando o endereço da residência oficial dos chefes de governo britânicos.

"Mas ao longo dos últimos dias, infelizmente cheguei à conclusão de que não seria a coisa certa a fazer. Não se pode governar de forma efetiva a não ser que haja um partido unido no Parlamento", prossegue o texto. "Temo que o melhor seja não levar minha nomeação adiante e me comprometer a apoiar quem quer que vença. Acredito que tenho muito a oferecer, mas sinto que este simplesmente não é o momento ideal."

Os aspirantes à liderança do Partido Conservador devem enviar seus respectivos nomes para o Comitê 1922, grupo que organiza a disputa interna, até a segunda (24). Para serem aceitos, precisam receber o apoio de ao menos cem parlamentares da sigla, sendo que cada um deles só pode endossar um líder.

Como a legenda possui 357 cadeiras, só três nomes têm chances de avançar para a votação. Nesse caso, o menos votado do trio é eliminado, e a dupla restante passa por outra disputa. Nos dias seguintes, a decisão passa para os cerca de 200 mil filiados ao partido, que poderão votar pela internet até a sexta-feira seguinte (28). É então que o resultado será anunciado.

Existe, porém, a possibilidade de que só um candidato atinja o apoio de cem parlamentares. Este será, então, declarado novo líder dos conservadores e, consequentemente, novo primeiro-ministro na própria segunda-feira.

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