O Ministério Público informou que vai processar os executivos do Banco Fassil por crimes financeiros, enquanto a Autoridade de Supervisão do Sistema Financeiro (ASFI) afirmou que a intervenção tem o objetivo de "garantir a saúde do sistema financeiro".
Há um mês o Fassil não consegue devolver os depósitos de centenas de seus clientes, que ficam em longas filas e até dormem do lado de fora da instituição na cidade de Santa Cruz, no leste do país. Na semana passada, o banco - que segundo seu próprio site ocupa o quinto lugar no banco comercial boliviano e opera há oito anos - suspendeu seus serviços de cartão de débito e crédito.
Enquanto isso, o governo deseja acelerar a aprovação da "Lei do Ouro" para monetizar as reservas metálicas do Banco Central e comprar ouro de mineradores locais. A iniciativa já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, onde o governista Movimento pelo Socialismo (MAS), liderado pelo ex-presidente Evo Morales, é majoritário. O projeto deve ser ratificado pelo Senado.

