Na entrevista concedida no Rio, Blinken enfatiza a amizade e a agenda compartilhada entre os dois países. Apesar de dizer que discordava da comparação, a autoridade americana comentou que Lula "estava motivado pelo sofrimento das pessoas, e ele quer ver o fim disso. Como nós queremos".
"Nós queremos ver o fim do conflito em Gaza o mais rápido possível", afirmou. E também acrescentou que os EUA desejam que nunca ocorra de novo "algo tão inimaginavelmente horrível como o que ocorreu em 7 de outubro", quando o Hamas atacou civis em território israelense. "Então isso significa encerrar o conflito em Gaza e também encontrar um caminho por um futuro melhor - para uma paz durável, segurança duradoura tanto para israelenses quanto para palestinos".
Blinken disse que tem foco tanto no sofrimento das vítimas israelenses do ataque de outubro quanto dos palestinos pegos no meio do confronto com o Hamas.
Na entrevista, o secretário de Estado disse que os EUA compartilham com o Brasil a visão de que é necessário haver reformas, para atualizar instituições internacionais. Ele lembrou que Washington apoia a ampliação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), com cadeiras permanentes e temporárias, para incluir a América Latina e a África. A negociação sobre nomes específicos, porém, precisa ser trabalhada e também envolve nações de cada uma das diferentes regiões, avaliou.



