Segundo o jornal do Kuwait Al Anbaa, o testamento tem quatro páginas e foi escrito pouco depois dos atentados de 11 de Setembro, mas a sua veracidade ainda não foi confirmada. No documento, Bin Laden pede perdão aos filhos por lhes ter dedicado «pouco tempo» desde que decidiu responder «à chamada da Jihad (guerra santa)».
«Carreguei o peso dos muçulmanos e dos assuntos destes. Escolhi um caminho cheio de perigos», refere Osama Bin Laden no seu testamento.
O líder terrorista terá deixado, também, uma mensagem especial às suas mulheres, pedindo-lhes que não se casem depois da sua morte para poderem dedicar o seu tempo a tomar conta dos filhos.
Também os seus aliados são visados no testamento. «Esqueçam-se de momento de combater contra os judeus e os cruzados e dediquem-se a purificar as vossas filas dos agentes, os vergonhosos e os ulemas do mal que não participam na jihad», lê-se.
Além deste documento, Osama Bin Laden terá, ainda, deixado um segundo testamento, onde explica a forma como queria que a sua morte fosse vingada.
A notícia é avançada pelo canal espanhol Antena 3, que cita uma entrevista de Henrique Cymerman a uma das noras de Bin Laden, a mulher de Bin Laden.
De acordo com a mulher de Laden, os homens próximos do líder da Al-Qaeda recebera um outro documento onde descreve detalhadamente a forma como queria ver vingada a sua morte. A mulher não adiantou, no entanto, mais pormenores sobre o documento.

