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Ataques de Israel no sul do Líbano matam duas pessoas, diz Beirute

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois ataques de Israel no sul do Líbano durante a noite mataram duas pessoas e feriram sete, afirmou o Ministério da Saúde de Beirute neste sábado (11). O primeiro teria sido na região de Al-Msayleh, e o outro, contra um carro em Burj Qalaouiyah.

"Mais uma vez, o sul do Líbano foi alvo de uma hedionda agressão israelense contra instalações civis -- sem justificativa ou pretexto", disse o presidente libanês, Joseph Aoun. "A gravidade deste último ataque reside no fato de que ele ocorre após o acordo de cessar-fogo em Gaza."

Sobre o ataque a Al-Msayleh, o Exército de Israel afirmou em um comunicado que "atingiu e desmantelou a infraestrutura terrorista do Hezbollah na região do sul do Líbano, onde estavam localizadas máquinas de engenharia usadas para restabelecer a infraestrutura terrorista na área", mas não comentou o segundo ataque, em Burj Qalaouiyah.

Al-Msayleh, a pouco mais de 40 quilômetros ao norte de Israel, é onde está localizada a casa de Nabih Berri, presidente do Parlamento do Líbano e aliado do Hezbollah. O grupo fundamentalista, afirmou que as ofensivas "fazem parte de um ataque repetido e deliberado contra civis e infraestrutura econômica, com o objetivo de impedir que as pessoas retornem à vida normal" e pediu para que o governo assumisse uma postura firme.

Tel Aviv e a facção também entraram em confronto após os ataques terroristas do Hamas contra o sul de Israel no dia 7 de outubro de 2023, que iniciaram a guerra. No dia seguinte aos atentados, o Hezbollah entrou na briga em solidariedade ao seu aliado palestino, disparando contra Israel a partir do sul do Líbano.

Isso provocou trocas de tiros por quase um ano, antes de Israel intensificar a ofensiva, detonando pagers usados pelo Hezbollah, bombardeando o Líbano com ataques aéreos e enviando tropas para o sul do país no final do ano passado.

Mais de 4.000 pessoas foram mortas no ataque militar israelense, incluindo mais de 300 crianças, segundo o Ministério da Saúde de Beirute. Apesar da trégua, Israel continua a realizar ataques mortais no Líbano.

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