SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, e o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, anunciaram nesta sexta (11) que o Bahrein, país árabe de pouco mais de 1 milhão de habitantes, concordou em normalizar relações diplomáticas com Israel, semanas após os Emirados Árabes Unidos anunciarem acordo semelhante. A negociação foi finalizada por telefone, em uma ligação entre Trump, Netanyahu e o rei do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa. Para o premiê israelense, o acordo "trará uma nova era de paz". "Por muitos longos anos, investimos na paz, e agora a paz vai investir em nós", disse Netanyahu em vídeo. Em comunicado conjunto, os três países disseram que o acordo é "um avanço histórico no processo de paz no Oriente Médio". "Diálogo e relações diretas entre estas duas sociedades dinâmicas e economias avançadas vai progredir a transformação positiva do Oriente Médio e aumentar estabilidade, segurança e prosperidade na região", disse o comunicado. Em 13 de agosto, os Emirados Árabes Unidos chegaram a um acordo semelhante para normalizar relações com Israel. Em troca, Netanyahu concordou em suspender temporariamente a anexação de território palestino na Cisjordânia, ação considerada ilegal pelas Nações Unidas. O acordo será assinado em 15 de setembro na Casa Branca com a presença de Trump, Netanyahu e o chanceler dos Emirados Árabes, Abdullah bin Zayed al-Nahyan. O Bahrein, nação insular localizada no golfo da Pérsia, é o quarto país árabe a reconhecer Israel. Além dos Emirados Árabes, também tem relações diplomáticas o Egito e a Jordânia, que estabeleceram embaixadas em 1980 e 1994, respectivamente.