WASHINGTON — Um assessora da Casa Branca admitiu nesta segunda-feira não ter nenhuma prova de que o presidente Donald Trump tenha sido objeto de escutas telefônicas por seu antecessor, Barack Obama, como denunciou o republicano em sua conta no Twitter.
— Eu não tenho nenhuma prova, mas é por isso que há uma investigação no Congresso — disse a controversa assessora presidencial Kellyanne Conway à rede de televisão ABC.
No domingo, a própria Kellyanne se viu envolta a uma polêmica ao afirmar durante uma entrevista ao diário USA Today que havia “muitas maneiras de vigiar” e até mencionou a possibilidade de utilizar fornos de microondas para a espionagem.
Nesta segunda-feira, em declarações à CNN, a assessora preferiu dar um claro passo para trás, alegando que se referia a técnicas gerais de espionagem e não a este caso específico, mas reiterou a admissão de falta de provas.
— Eu não acho que houve pessoas que usaram fornos de microondas para espionar a campanha de Trump. Mas não é o meu trabalho coletar provas. Para isso está sendo investigado.
Visivelmente irritado com a pressão da imprensa sobre Kellyanne por suas declarações, Trump voltou para o seu canal favorito, Twitter, para enviar um aviso claro.
“É incrível como a imprensa pode ser rude com meus representantes, que trabalham tão duro. Sejam mais gentil”, escreveu o presidente.

