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Após derrota, Fillon indica que não vai liderar partido nas legislativas

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PARIS — O conservador francês François Fillon, que não conseguiu passar para o segundo turno nas eleições presidenciais de domingo, indicou nesta segunda-feira que não assumirá qualquer cargo para liderar seu partido nas eleições parlamentares de junho. Aos 63 anos, o ex-primeiro-ministro era favorito até o final de janeiro na corrida eleitoral, quando foi atingido por alegações de que criar empregos fantasmas para sua mulher e filhos, que acabaram prejudicando sua popularidade.

Fillon está sob investigação formal por suspeita de apropriação indevida de recursos públicos, mas resistiu à pressão de dentro do partido para desistir de sua candidatura, chegando em terceiro lugar nas eleições com 20,01% dos votos.

Em uma declaração após uma reunião de liderança de seu partido, Os Republicanos, Fillon disse que as eleições eram o próximo desafio de seu partido, mas que ele não faria parte do processo. Não estava claro se ele planeja continuar como deputado.

— Esta batalha está agora em suas mãos — disse ele aos funcionários do partido. — Eu não tenho mais a credibilidade para lutar ao seu lado. Agora vou me tornar um simples ativista de partido, vou ter que pensar em uma vida diferente.

O centrista Emmanuel Macron e a líder da extrema-direita, Marine Le Pen, disputarão o segundo turno, em 7 de maio. Segundo os resultados definitivos do ministério do Interior, Macron obteve 24,01% dos votos, e Le Pen, 21,30%. Candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon recebeu 19,58% dos votos, ficando em quarto lugar.

Pela primeira vez em quase 60 anos, os dois grandes partidos tradicionais da esquerda e da direita que dominam a política francesa, o Socialista e o Republicano, estão fora da disputa.

Macron e Le Pen dispõem de 15 dias para convencer os 47 milhões de eleitores. O vencedor do segundo turno terá em seguida a complexa missão de negociar alianças para as eleições legislativas de junho.

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