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Análise: Tecnologia mexicana contra abalos evoca tragédia de 1985

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Acostumados a tremores tectônicos, os mexicanos usaram a tecnologia para se proteger do violento terremoto que sacudiu a costa oeste do país na madrugada de ontem. Um alarme, disparado por 8.200 alto-falantes espalhados pela capital federal, deixou em alerta seus 20 milhões de habitantes, muitos deles ainda traumatizados pelas lembranças do tremor de 1985 que também teve seu epicentro no Oceano Pacífico, e deixou pelo menos mil mortos na Cidade do México.

Há 20 anos, o Centro de Medição e Registros Sísmicos (Cires, na sigla em espanhol) oferece à capital um sistema de sensores que percorre a costa do Pacífico, onde o risco de terremotos é maior. Uma vez detectado o tremor, o sistema lança uma onda capaz de atravessar as centenas de quilômetros que separam o litoral e a Cidade do México em um minuto e disparar alarmes que fazem com que prédios sejam evacuados antes que comecem a balançar com os tremores.

Desde seu lançamento, em 1993, o Cires gerou mais de 60 alertas ao registrar sismos de magnitude superior a 6 graus na escala Richter. Nos últimos anos, a prevenção a terremotos também chegou aos smartphones, com aplicativos como SkyAlert — que atingiu mais de três milhões de usuários em 2015 — e Alerta Sismica DF, que utilizam redes de banda larga para enviar alertas a telefones celulares.

Muitas das ferramentas usadas hoje foram desenvolvidas a partir da tragédia de 1985. Desde então, o governo adotou regras mais rígidas para a construção, e mexicanos situados em uma zona de falhas tectônicas se acostumaram a conviver com terremotos, multiplicando mensagens de alerta por grupos de WhatsApp e redes como Twitter e Facebook.

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