JERUSALÉM — , líder da coalizão de governo e braço direito do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi interrogado pela polícia neste domingo, numa investigação sobre durante sua gestão como vice-prefeito de Rishon Letzion, uma cidade perto de Tel Aviv. A polícia também, sendo que ao menos seis deles tinham ligações diretas com Bitan.
Antes de sua eleição para o Parlamento, Biton tinha forte presença política em Rishon Letzion. Em 1988 foi eleito para o conselho da cidade e nomeado vice-prefeito em 2005. De 2008 a 2010 e depois, em 2013, presidiu o painel de zoneamento da cidade. Segundo o “Haaretz”, durante o período no governo local, Biton contraiu dívidas com agiotas, que cobram juros maiores que o mercado formal, que teriam sido pagas, segundo delatores, por empreiteiros e outros interessados no setor de construções da cidade.
Em entrevista a uma emissora local, Bitan negou com veemência as acusações, afirmando que nunca deveu favores a ninguém. Mas delatores afirmaram que o parlamentar chegou a ter dívidas de 7 milhões de shekels, o equivalente a US$ 2 milhões em valores atualizados.
No Parlamento, Bitan tem sido a principal força por trás de um projeto de lei que tem sido visto como uma artimanha para salvar Netanyahu, também alvo de investigações por corrupção. A proposta encerraria com a prática atual de a polícia recomendar ao Ministério Público o indiciamento de suspeitos após as investigações.
O projeto também pretende conter vazamentos das investigações, coibindo que as recomendações da polícia se tornem públicas e punindo os responsáveis por possíveis vazamentos. O Likud, partido do primeiro-ministro, pretendia votar a proposta nesta segunda-feira, mas a ausência de 20 congressistas que estão em viagem oficial aos EUA deve atrasar os planos.
Netanyahu está sendo investigado em dois casos, sob suspeita de suborno e fraude. A polícia já o questionou seis vezes sobre presentes recebidos e numa investigação sobre conversas secretas mantidas com a editora de um grande jornal, nas quais o primeiro-ministro teria solicitado cobertura positiva em troca do controle de um jornal gratuito pró-Netahyahu.
Outra investigação envolve figuras próximas ao centro do governo sobre o possível conflito de interesses envolvendo a compra de submarinos alemães por US$ 2 bilhões. O advogado pessoal de Netanyahu, que também é seu primo, representou a firma alemã envolvida nas negociações.
O primeiro-ministro nega repetidamente qualquer irregularidade e classifica as acusações de perseguição orquestrada pela imprensa opositora. No sábado, dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas de Tel Aviv exigindo o fim da corrupção e a renúncia de Netanyahu.
— Eu acho que chegou a hora de mudar o governo. O governo é corrupto. Estamos cansados de corrupção — disse o manifestante Avi Elmozlinu, à Associated Press.

