RIO - Dez dias depois do desaparecimento do submarino ARA San Juan , o porta-voz da Armada da Argentina, Enrique Balbi, afirmou neste sábado que ainda não há sinais da embarcação, mas descartou a possibilidade da suposta explosão que teria causado o incidente ter sido provocada por um ataque externo ou problemas com o armamento.
- Não temos indícios de que seja um ataque externo. O submarino não tinha torpedos de combate, a explosão não foi por armamento próprio - disse.
Em nova atualização sobre o caso, Balbi confirmou que seguem as buscas pelo ARA San Juan com a participação de sete navios em uma área reduzida “e com outros navios com sonares no mar Argentino”. Ele também indicou que um minissubmarino americano deve seguir para a região, embora a partir de amanhã mudanças no clima possam atrapalhar o resgate.
- As condições meteorológicas são mais adversas que ontem. Há ventos regulares e o estado do mar, com ondas de três metros, podem diminuir a eficácia das varreduras (com sonar) - destacou.
Quanto ao auxílio internacional que tem chegado ao país nas últimas horas para ajudar nas buscas, Balvi disse que “o minissubmarino (da Marinha americana) possivelmente esta noite estaria zarpando”, e calculou que ele levaria “um dia para chegar à zona de operações”.
Enquanto isso, chegou na noite desta sexta-feira na Argentina um avião russo Antonov An-124 carregando outro minissubmarino e especialistas da Rússia para se juntarem às buscas pela embarcação desaparecida. O veículo submersível teleguiado denominado “Pantera Plus” pode chegar a ate mil metros de profundidade e também pode começar a procurar pelo ARA San Juan já a partir deste domingo.
Também é esperada a chegada à região das buscas do navio russo Yantar, que vai ajudar na inspeção visual e mapeamento da região do incidente. Segundo Balbi, o navio russo seguirá diretamente para a “área de operações”, não chegando a aportar em Comodoro Rivadavia como se esperava.
O porta-voz da Marinha da Argentina também se referiu à possível situação dos tripulantes do submarino, mas preferiu não fazer nenhuma afirmação depois que alguns dos familiares deles disseram ter sido informados que eles estavam mortos.
- Até agora, enquanto não tenhamos certeza ou evidências firmes, não podemos fazer suposições – disse. - O que se transmite aos familiares de forma pessoal em Mar del Plata com as altas autoridades são os indícios que vamos coletando. Nós, todavia, estamos em uma etapa de esperança e desesperança, não vamos fazer conjecturas.

