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Advogados desistem de participar da defesa de Trump

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Os advogados Joe diGenova e sua mulher e colega Victoria Toensing desistiram de participar da defesa de Donald Trump na investigação sobre suposto conluio com a Rússia, mas o presidente americano reagiu neste domingo afirmando que “muitos advogados e firmas importantes” querem representá-lo. A desistência ocorre três dias após a renúncia de John Dowd, principal advogado de Trump no caso da interferência russa nas eleições americanas.

“O presidente está decepcionado que conflitos de interesses impeçam que Joe diGenova e Victoria Toensing se unam à sua equipe legal”, afirmou Jay Sekulow, outro dos advogados de Trump, em um comunicado.

A Casa Branca havia anunciado esta semana que DiGenova havia sido contratado para se somar à equipe legal, encarregado de responder à investigação do procurador especial Robert Mueller, sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016. Mas Trump rechaçou, via Twitter, no domingo qualquer sugestão de que esteja com problemas para compor sua defesa.

“Muitos advogados e firmas importantes querem me representar no caso da Rússia (...). Não acreditem no discurso das notícias falsas de que está difícil encontrar um advogado que queira aceitar este caso”, escreveu o presidente americano num tuíte, no domingo. “Um advogado nunca rejeitaria a fama e a fortuna, embora vários tenham conflitos de interesses.”

Na quinta-feira, John Dowd anunciou que estava deixando o cargo de coordenador da equipe legal que representa Trump na investigação sobre a ingerência russa na campanha presidencial e sobre um possível conluio entre sua equipe de campanha e a Rússia. De acordo com a imprensa, a equipe legal e seu cliente teriam profundas diferenças sobre a estratégia para o caso. Dowd havia recomendado a Trump se negar a ser auditado por Mueller. Mas o presidente se mostrou disposto a dar seu depoimento.

DiGenova teria desistido de defender o presidente sobretudo porque sua mulher, Victoria Toensing, defende um ex-porta-voz dos advogados de Trump e poderia incorrer em uma situação de conflito de interesses.

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