NOVA YORK, 21 Ago (Reuters) - Os contratos futuros de açúcar na ICE voltaram a se aproximar, nesta sexta-feira, das máximas de mais de um ano registradas na sessão anterior, à medida que os investidores continuavam a precificar a notícia de que a Índia, segunda maior produtora, permitirá importações de açúcar isentas de impostos.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto fechou com alta de 0,09 centavo, ou 0,5%, a 17,61 centavos por libra-peso, após atingir na quinta-feira a maior cotação em mais de um ano, de 18,26 centavos. O mercado registrou alta de 6% na semana.
* A Índia anunciou na quinta-feira que permitirá a importação isenta de impostos de 1 milhão de toneladas métricas de açúcar bruto até 31 de outubro, na tentativa de reduzir os preços locais em alta.
* A medida ocorre em um momento em que o mercado enfrenta a seca na Europa, chuvas excessivas no Brasil em junho e a ameaça de condições ainda mais secas na Ásia devido ao fenômeno climático El Niño.
* Ainda assim, o corretor e consultor Michael McDougall afirmou que, após não conseguir manter a alta acima de 18 centavos na quinta-feira, o mercado parece preferir aguardar o relatório semanal de posições dos operadores antes de tomar quaisquer decisões importantes.
* O preço do açúcar branco ficou praticamente inalterado em US$551,60 por tonelada métrica, após atingir na quinta-feira sua maior cotação desde março de 2025, de US$ 566,80. Ele registrou alta de 7,9% na semana.
CACAU
* O cacau de Londres fechou em baixa de £11, ou 0,3%, a £4.325 por tonelada. Registrou alta de 4% na semana.
* O órgão regulador do cacau da Costa do Marfim afirmou que o maior produtor mundial de cacau está pronto para as novas regras da UE contra o desmatamento, mas exportadores e compradores locais alertam que um sistema de conformidade, com lançamento previsto para o próximo mês, pode atrapalhar as compras e exportações de grãos.
* Exportadores e compradores em toda a África Ocidental estão enfrentando dificuldades para cumprir a lei, e especialistas do setor afirmam que isso pode reduzir os embarques da região para a Europa, levando a uma possível redução nos estoques da ICE.
* O cacau de Nova York caiu 0,5%, para US$6.034 a tonelada, mas ainda assim registrou um ganho semanal de 5%.
CAFÉ
* O café robusta fechou em queda de US$108, ou 2,9%, a US$3.618 por tonelada. Houve pouca variação na semana.
* O mercado está precificando o aumento dos estoques em bolsa e também está de olho na safra do Vietnã, principal produtor de robusta, que está se desenvolvendo bem até o momento.
* A safra de café robusta de 2026/27 do Vietnã poderá apresentar um ligeiro aumento na produção, embora a ameaça representada pelo El Niño não deva ser subestimada, afirmou a Associação de Café e Cacau do Vietnã.
* O café arábica caiu 2%, para US$3,2265 por libra-peso, afastando-se ainda mais da máxima de um mês registrada na quarta-feira. O arábica ainda registrou alta de 2,6% na semana.
* A safra de café da Colômbia escapou do impacto do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país no início deste mês, e os cafeicultores consideram o El Niño a maior ameaça, afirmou o presidente da Federação Nacional dos Cafeicultores.
(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)




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