NOVA YORK, 17 Ago (Reuters) - Os contratos futuros de açúcar bruto na bolsa ICE voltaram a se aproximar de seus níveis mais altos em mais de um ano nesta segunda-feira, enquanto o açúcar branco atingiu uma nova máxima em 16 meses, à medida que especuladores direcionaram seus investimentos para o adoçante em meio a crescentes preocupações com a oferta.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto fechou com alta de 0,27 centavo, ou 1,6%, a 16,87 centavos por libra, tendo anteriormente se aproximado da máxima de mais de um ano registrada na semana passada, de 17,11 centavos.
* O açúcar branco subiu 2,3%, para US$523,00 por tonelada métrica, após atingir seu preço mais alto desde meados de abril de 2025, a US$524,50.
* O corretor e consultor Michael McDougall afirmou que os especuladores estão cada vez mais interessados no açúcar devido às preocupações com o impacto do fenômeno climático El Niño sobre a produção.
* "Na Índia, as chuvas de monção estão 13% abaixo do normal até hoje, e o Brasil ainda não está recebendo chuvas. Imagine o que acontecerá se o Brasil começar a receber chuvas?", disse McDougall.
* O El Niño costuma trazer chuvas intensas no segundo semestre do ano no Brasil, principal produtor mundial. Essas chuvas podem atrapalhar a colheita e reduzir sua qualidade.
* A Peak Trading Research informou que o relatório da CFTC da semana passada mostrou a maior compra de futuros de açúcar bruto já registrada por gestores de recursos, totalizando mais de 136 mil contratos.
CAFÉ
* O contrato de café arábica da ICE fechou em alta de 3,6 centavos, ou 1,1%, a US$3,179 por libra-peso, voltando a se aproximar da máxima de três semanas registrada na semana passada.
* "A oferta de arábica para entrega imediata continua genuinamente restrita (e) os estoques certificados estão extremamente baixos", disse o corretor e consultor de café Michael J. Nugent.
* Ele acrescentou, no entanto, que acredita que o café não está mais em um momento de alta, já que o panorama de oferta de longo prazo está melhorando cada vez mais, especialmente no Brasil, principal produtor, enquanto a demanda permanece moderada, com os consumidores em busca de barganhas.
* O analista da Archer Consultancy, Marcelo Fraga Moreira, afirmou em uma publicação que acredita que o arábica possa cair ainda mais, para cerca de US$2,60 a US$2,80 no contrato de dezembro, à medida que novos suprimentos da Ásia comecem a chegar ao mercado no final do ano.
* O café robusta subiu 1,4%, para US$3.644 por tonelada, após ter atingido a menor cotação em um mês e meio na semana passada.
CACAU
* O cacau da ICE Londres fechou em alta de £186, ou 4,5%, a £4.356 por tonelada.
* Mais da metade dos grãos de cacau da Nigéria inicialmente não atenderá aos requisitos de uma iminente lei da União Europeia contra o desmatamento, segundo especialistas do setor, que observam que a situação -- semelhante em toda a África Ocidental -- deve gerar preocupações quanto ao abastecimento na União Europeia.
* A precipitação abaixo da média na semana passada, combinada com longos períodos de Sol na maior parte das regiões produtoras de cacau da Costa do Marfim, despertou esperanças para a próxima safra principal, que vai de setembro a fevereiro, afirmaram os agricultores.
* O cacau em Nova York subiu 5,1%, para US$ 6.069 por tonelada.
(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)



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