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Ações da espanhola Telefónica disparam com expectativa de crescimento mais acelerado no 2º semestre

Reuters

MADRID, 14 Mai (Reuters) - As ações da Telefónica subiam na quinta-feira, depois que a empresa reafirmou sua orientação para o ano inteiro, relatando uma menor alavancagem geral e prevendo um crescimento mais rápido na Espanha e na Alemanha durante a segunda metade do ano.

As ações da gigante espanhola das telecomunicações subiam 5,3%, liderando o índice de blue-chips , que subia 0,8%. 

Em nota, o analista da Morningstar Javier Correonero  disse que as ações da empresa permaneciam ligeiramente subvalorizadas e previu que o grupo atingiria suas metas anuais, em função da melhoria gradual na Alemanha, da reestruturação da força de trabalho na Espanha e das fortes vendas no Brasil.

Recentemente, a estratégia da empresa mudou para o corte de dívidas e a saída da América Latina de língua espanhola, pois espera buscar acordos de consolidação na Europa sob uma regulamentação mais favorável.

"Nos últimos meses, conversamos muito sobre a oportunidade de maior escala relacionada à criação ou ao investimento em tecnologia na Europa", disse o diretor de operações Emilio Gayo a analistas em teleconferência.

Gayo disse que o esboço das diretrizes de fusão da UE parece estar mais alinhado com a visão da Telefónica ao considerar fatores mais amplos, como investimento e criação de tecnologia, mas advertiu que o impacto real só ficaria claro quando uma transação real fosse analisada de acordo com a nova estrutura.

A Telefónica afirmou que está no caminho para atingir suas metas para 2026 - apesar de ter registrado um prejuízo líquido no primeiro trimestre devido ao impacto da venda de unidades no Chile, Colômbia e México - e confirmou seu dividendo em dinheiro de 0,15 euro por ação.

O grupo prevê um crescimento constante da receita para o ano inteiro de 1,5% a 2,5%, com o mesmo aumento esperado para o lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

O Brasil continuou a ser o principal motor de crescimento no início do ano, com um aumento de 7,4% na receita e de 8,7% no Ebitda ajustado.

(Reportagem de David Latona; reportagem adicional de Emma Pinedo)

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