ROMA — A uma semana das eleições marcadas para o dia 4 de março, milhares de italianos foram às ruas de Roma, Milão e outras cidades no país para defender seus ideais. Confrontos foram registrados em Milão, onde a polícia precisou conter que um grupo de manifestantes antifascistas se dirigissem a uma marcha organizada pelo movimento neofascista CasaPound. A capital financeira do país também abrigou um grande comício do líder da Liga do Norte, Matteo Salvini, candidato de uma coalizão de extrema-direita que ocupa a segunda posição nas pesquisas de intenção de votos.
Em Roma, uma imensa manifestação contra o racismo e o neofascismo tomou conta das ruas de forma pacífica. A marcha, que reuniu diversos movimentos sociais, contou com a persença do primeiro-ministro, Paolo Gentiloni, e de seu antecessor no cargo, Matteo Renzi. Um outro protesto, contra a obrigatoriedade das vacinas, também foi realizado na capital italiana.
Apesar da quantidade de marchas e protestos, o atual processo eleitoral ainda não presenciou uma grande manifestação. Salvini, que abandonou o discurso de independência das províncias do norte pela oposição à imigração e a descrença na União Europeia, pediu para seus eleitores “largarem a internet” e irem às ruas, mas não adiantou. Nem mesmo o anunciado Roberto Maroni, governador da Lombardia e do mesmo partido de Salvini, seguiu o conselho do candidato.
Não longe da Piazza del Duomo, onde Salvini realizou o último ato público de sua campanha, a polícia entrou em confronto com manifestantes de esquerda que tentaram furar um bloqueio para enfrentar partidários do grupo neofascista CasaPound. Mais cedo, estudantes escalaram um monumento a Giuseppe Garibaldi, símbolo da reunificação italiana, e exibiram faixas antifascistas, sendo reprimidos pela polícia.

