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A possível França de Marine Le Pen

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O que seria da democracia mundial se fosse formada uma aliança entre Donald Trump, Vladimir Putin e Marine Le Pen? Essa é a questão que o escritor François Durpaire e o artista Farid Boudjellal tentam responder na publicação , uma revista em quadrinhos lançada em março desse ano. Para realizar o trabalho, eles se valeram de informações contidas no plano de governo da candidata da Frente Nacional, Le Pen, e contaram com o auxílio de um grupo de especialistas políticos e econômicos, o que permite abordar de uma forma realística as possíveis consequência da ultradireitista no poder.

De acordo com a professora de sociologia da universidade de Cergy-Pontoise, Beatrice Mabilon-Bonfils, em um artigo para o site , uma forma de ler a obra é como uma crítica explícita ao totalitarismo que pode emergir num eventual governo de Marine Le Pen.

Esse é o terceiro volume da série, que começou a ser publicada em 2015. , primeiro nome da sequência de narrativas, aborda os 100 primeiros dias da ultradireitista no comando do país, além de tratar da saída da França da zona do euro, deportações em massa e uma massiva vigilância por meio de dispositivos eletrônicos e digitais.

No segundo volume, , de 2016, Marine Le Pen está no fim de seu primeiro mandato e um possível candidato surge da sociedade civil. Porém, na época da eleição, o candidato surpresa é preso e quem vence é Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine, que dá continuidade às medidas adotadas pela tia.

O que começou como uma história de quadrinhos em 2015, pode ser tornar realidade na França, no próximo dia 7 de maio, data do segundo turno das eleições presidenciais, na qual os eleitores vão escolher entre Emmanuel Macron, de centro, e Marine Le Pen, de extrema-direita.

* Estagiário sob supervisão de Cristina Azevedo

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