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Trabalhadores de garimpo ilegal no Amazonas eram escravizados, diz PF

Trabalhadores de garimpo ilegal no Amazonas eram escravizados, diz PF
Trabalhadores de garimpo ilegal no Amazonas eram escravizados, diz PF

Manaus/AM – A Polícia Federal revelou na manhã de hoje (19), que os trabalhadores de um garimpo ilegal localizado no Filão dos Abacaxis, em Maués, vivam em situação análoga ao regime de escravidão.

"Outros crimes foram constatados nesse garimpo como crime análogo à escravidão por parte do dono do garimpo (...) em condições de desrespeito aos direito humanos", afirma o delegado Sávio Pizon".

De acordo com o delegado Adriano Sombra, os garimpeiros chegaram a pedir ajuda dos agentes quando às equipes da PF e do Instituto Chico Mendes chegaram ao local.

“Os garimpeiros não tinham água, não tinha banheiro para fazer suas necessidades, era algo sub-humano. Eles não tinham local para dormir, eles dormiam em redes separadas por lonas, era algo bem deplorável”.

Além disso, os trabalhadores a manipulação de cianeto, uma substância tóxica, sem nenhum tipo de equipamento de proteção.

“Trabalhavam lá usando cianeto, um elemento químico altamente reagente, sem a utilização de equipamento individual. Não utilizam luvas, máscaras (...) eles faziam contato direto com o cianeto”, esclarece o delegado.

A maioria dos trabalhadores eram de Itaituba, cidade paraense, mas também havia homens de Maués e de outros estados.

Mulheres que trabalhavam como cozinheiras no garimpo e também os filhos delas foram resgatadas do local.

Esta é a segunda vez que os mesmos envolvidos são presos pelo crime de garimpo ilegal e trabalho análogo à escravidão. Em 2015 a polícia já tinha destruído outro garimpo na área e os acusados chegaram a ser condenados, mas atualmente estavam respondendo ao crime em liberdade.

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