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Ações para detectar novos casos de hanseníase são intensificadas em Manaus

Ações para detectar novos casos de hanseníase são intensificadas em Manaus
Ações para detectar novos casos de hanseníase são intensificadas em Manaus

Manaus/AM - Com a redução na identificação de casos de hanseníase no período de pandemia da Covid-19 em Manaus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), vem intensificando as ações de vigilância para a detecção de novos casos, com a oferta de exames de pele aos usuários que procuram as unidades de saúde.

Conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), Manaus registrou uma redução de 51,6% na identificação de casos entre janeiro e abril de 2021, com 17 notificações da doença, comparado com o mesmo período de 2020. A detecção de casos de hanseníase é feita pelo exame de pele e de nervos, avaliando sinais e sintomas, que na fase inicial da doença são caracterizados por lesões na pele que causam diminuição ou ausência de sensibilidade ou lesões dormentes, além de edema de mãos e pés, febre, dor na articulação, entupimento e ressecamento do nariz, ressecamento dos olhos, nódulos dolorosos, mal-estar geral, dor ou espessamento dos nervos periféricos, principalmente nos olhos, nas mãos e nos pés e a diminuição ou perda de força nos músculos, principalmente nas pálpebras e nos membros superiores e inferiores.

Os primeiros sintomas de hanseníase podem surgir entre dois e sete anos após o contágio da doença, que é causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). A transmissão ocorre por contato, familiar ou social, íntimo e prolongado com pessoa doente que está eliminando o bacilo por meio de secreções nasais, tosses ou espirros. A hanseníase tem cura, com um tratamento que dura de seis meses até 24 meses. As medicações são distribuídas de forma gratuita e disponibilizadas para o paciente na unidade em que faz acompanhamento.

A partir da identificação de suspeita de novos casos, os profissionais das unidades de saúde fazem o acompanhamento do paciente por meio de uma equipe multiprofissional, do fechamento do diagnóstico ao final do tratamento, assim como a realização do exame de pele dos contatos sociais e familiares, que também serão acompanhados por um período de aproximadamente cinco anos.

Segundo a enfermeira, o município tem alcançado resultados positivos na cura dos pacientes, apresentando um índice de 95,65% no ano de 2019 e de 94,59% em 2020, acima da meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde.

No que se refere ao abandono do tratamento, o município registrava no ano de 2019 uma taxa de 1,74%, o que significou um decréscimo quando comparado aos anos anteriores a 2017, quando a taxa alcançou 10,07%. No entanto, em 2020, a taxa de abandono atingiu 3,60%, e em 2021 se encontra em 3,16%, o que também pode ser considerado um reflexo da pandemia da Covid-19, com os pacientes não mantendo o acompanhamento nas Unidades de Saúde.

 

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