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Senadora chega à Assembleia Nacional na Bolívia protegida pelas Forças Armadas

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LA PAZ, BOLÍVIA (FOLHAPRESS) - A senadora Jeanine Añez, 52, que diz ser a próxima na linha de sucessão na Bolívia depois da renúncia de Evo Morales e de vários outros políticos no domingo (11), chegou no início da tarde desta terça à Assembleia Nacional, em La Paz. Ela estava acompanhada por forte escolta e protegida por oficiais das Forças Armadas. 

A jornalistas, Añez declarou que "a decisão do legislativo sobre quem será o presidente interino que preparará a transição é uma prioridade". 

A senadora agradeceu ao Exército por ter garantido os acessos pela cidade e por ter, até o momento, tranquilizado a capital boliviana. "É uma decisão urgente e não pode ser tomada enquanto houver vandalismo e barbárie nas ruas", afirmou.

Na segunda-feira (11), a Assembleia também tentou realizar a sessão, mas foi impedida pela manifestação de apoiadores de Evo. Para a decisão desta tarde, prevista para começar às 16h (17h no horário de Brasília), é necessário obter quórum, e esta é a principal dificuldade, já que o MAS (Movimento ao Socialismo), partido de Evo Morales, tem maioria no Congresso. "Também é uma responsabilidade desses legisladores e espero que eles cumpram com isso", afirmou.

A bancada do MAS afirmou que "vai trabalhar pela solução constitucional para a crise" e que dará quórum para a sessão de hoje, caso todos os parlamentares consigam chegar. 

Añez é a segunda vice-presidente do Senado e alega que deve assumir a Presidência, uma vez que a cúpula do governo e os chefes do Senado e da Câmara renunciaram depois de Evo Morales.

Enquanto isso o vácuo de poder no comando do país não é preenchido, La Paz começou a recuperar a tranquilidade ao longo da manhã. Vários comércios, restaurantes e bancos abriram suas portas, e táxis e carros particulares puderam circular normalmente.

Nas próximas horas, o teleférico, que é parte importante do transporte público da cidade, também deve voltar a a circular. 

Mas os moradores agora têm de conviver com um novo personagem nas ruas, o Exército. Chamados pela polícia no dia anterior para ajudar a controlar os enfrentamentos entre grupos pró e contra Evo na cidade, os oficiais das Forças Armadas patrulham a cidade.

Nos bairros do sul, os soldados caminham em pequenos grupos, e as ruas não estão bloqueadas. As vigílias de moradores para protegerem suas casas, que ocorreu durante as últimas noites, foram desfeitas com a chegada dos soldados. 

Já em El Alto, reduto de Evo e onde fica o aeroporto, o patrulhamento é um pouco mais hostil. Os oficiais circulam em jipes e com armas à mostra e pedem documentos, enquanto helicópteros fazem o monitoramento do alto.

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