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Na Venezuela, Maduro acusa Guaidó de complô para assassiná-lo

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O ditador venezuelano Nicolás Maduro acusou neste sábado (23) o líder da oposição Juan Guaidó e seu partido político de um complô fracassado para assassiná-lo.

“O fantoche diabólico acabou de desmantelar um plano, que ele pessoalmente dirigiu, para me matar”, disse diante de milhares de chavistas que marcharam para o palácio do governo em Caracas, referindo-se a Guaidó.

Chefe do Parlamento, Guaidó é reconhecido por mais de 50 países como presidente interino da nação.

Maduro ainda pontuou em seu discurso que o partido de Guiadó, Vontade Popular, que descreveu como “grupo terrorista”, teria manejado milhões de dólares nesta conspiração. “Não vamos perder o pulso para que esses criminosos sejam presos um a um”, advertiu.

Ele assegura que os fundos venezuelanos bloqueados por Washington e entregue ao líder parlamentar são para financiar o complô que, segundo o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, incluiu “assassinatos seletivos”e “sabotagem”ao serviços públicos.

Mas cedo, Rodriguez disse em comunicado televisionado que “informações de inteligência” revelaram “assassinos contratados” recrutados em El Salvador, Guatemala e Honduras, que foram enviados para a vizinha Colômbia para entrar na Venezuela.

O ministro divulgou capturas de tela de supostas conversas via WhatsApp entre Marrero e Guaidó, em que teriam coordenado o uso de US$ 1 bilhão, vindo de fundos bloqueados por sanções, para financiar grupos irregulares com o apoio do governo do presidente colombiano Ivan Duque.

Ao reafirmar a denuncia de Rodríguez, Maduro anunciou que um chefe paramilitar colombiano foi capturado na Venezuela e que seu depoimento apresenta “provas”. Rodríguez identificou como Wilfrido Torres.

Guaidó pede à comunidade internacional que mantenha a pressão contra o governo Maduro com sanções internacionais que, segundo Rodríguez, levou ao bloqueio de cerca de US$ 30 bilhões.

No sábado (23), ele disse que não será intimidado, referindo-se à detenção de Marrero.

No que chama de “Operação Liberdade”, o líder da oposição percorre o país para preparar uma mobilização nacional em direção ao palácio prescindencia de Miraflores, em data a ser definida.

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