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China lança bolsa de ações de tecnologia STAR para impulsionar setor

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A negociação começa nesta segunda-feira em um mercado de ações chinês para empresas de alta tecnologia que desempenham um papel fundamental nos planos oficiais de desenvolvimento. Reguladores chineses aprovaram a participação no mercado STAR da Bolsa de Xangai de 25 empresas em tecnologia da informação e outras áreas vistas pelos líderes comunistas como um caminho para a prosperidade e influência global.

O mercado, inspirado na Nasdaq, dos EUA, reflete o desejo do Partido Comunista de canalizar o capital privado para seus planos de desenvolvimento. Isso dá aos pequenos investidores chineses uma chance de comprar ações de indústrias de tecnologia que até agora se voltaram para Wall Street para vender papéis.

O mercado STAR não tem ligação direta com a guerra tarifária de Pequim com o presidente dos EUA, Donald Trump, por reclamações norte-americanas de que a China rouba ou pressiona as empresas a entregar a tecnologia. Mas a bolsa vai levantar recursos para indústrias que algumas autoridades norte-americanas consideram uma ameaça competitiva à liderança tecnológica dos EUA.

"O importante papel da nova bolsa é fornecer um canal de captação de recursos para a inovação científica e tecnológica da China", disse o economista Lu Zhengwei, do Industrial Bank, em Xangai.

Bolsas de valores da China em Xangai e Shenzhen foram criadas no início dos anos 90 para arrecadar dinheiro para indústrias estatais. Elas se expandiram para incluir empresas privadas, mas ainda são dominadas por estatais como PetroChina e China Mobile.

Empresas como a gigante do e-commerce Alibaba e JD.com e o serviço de busca Baidu.com levantaram bilhões de dólares em Wall Street. Mas as operações em bolsas estrangeiras são caras para empresas menores.

O mercado STAR tem padrões mais brandos para rentabilidade e volatilidade de preço do que as principais bolsas. As empresas que ainda não tiveram lucro podem ter ações negociadas se investirem pelo menos 15% da receita em pesquisa e desenvolvimento ou tiverem medicamentos ou outras tecnologias em desenvolvimento avançado.

Permitir que empresas vendam ações antes de serem lucrativas incentivará o desenvolvimento do venture capital chinês, permitindo que os primeiros investidores recuperem parte do dinheiro deles, disse Lu, do Banco Industrial.

As ações na nova bolsa poderão ter oscilação de 30% no preço antes de os reguladores impuserem uma parada de negociação de 10 minutos. As principais bolsas de valores suspendem as negociações quando o preço de qualquer ação sobe ou desce 10%. Além das empresas que devem começar a operar na segunda-feira, inscrições de outras 116 empresas estavam sendo avaliadas para ofertas públicas iniciais.

Um fabricante estatal de controles ferroviários responde pela maior parte do valor de mercado da nova bolsa. A China Railway Signal e Communication disse ter levantado 10,5 bilhões de yuans (US$ 1,5 bilhão) de investidores. Fonte: Associated Press.

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