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Boris Johnson perde maioria no parlamento britânico

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SÃO PAULO, SP, E LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro britânico Boris Johnson perdeu sua maioria parlamentar antes de uma votação crucial do Brexit nesta terça-feira (3), depois que o parlamentar conservador Phillip Lee desertou para as fileiras dos democratas liberais pró-UE.

"O governo conservador está buscando um Brexit prejudicial, colocando vidas em risco e ameaçando injustificadamente a integridade do Reino Unido", declarou Phillip Lee, que deixou a bancada do Partido Conservador, cruzou o salão e se sentou ao lado dos liberais democratas.

O premiê acompanhou o gesto do dissidente com os olhos, enquanto tentava manter seu discurso, que era interrompido a todo momento pelos deputados.

O primeiro resultado concreto desse movimento foi a aprovação, pelo Parlamento britânico, de uma medida que abre caminho para impedir que Boris retire o Reino Unido da União Europeia sem um acordo aprovado pelo Legislativo.

Os parlamentares voltaram do recesso de verão nesta terça e aprovaram uma medida que permitirá ao Legislativo definir a agenda parlamentar nesta quarta (4).

Nesse cenário, o novo prazo para o divórcio seria em 31 de janeiro de 2020. Se os parlamentares conseguirem, nos próximos dias, impedir a saída litigiosa, o primeiro-ministro pode tentar convocar novas eleições gerais, provavelmente para 14 de outubro.

Os movimentos do Parlamento são uma resposta ao fato de Boris ter pedido a suspensão das atividades parlamentares por cinco semanas a partir do dia 9 de setembro, medida que visa garantir a saída do Reino Unido do bloco mesmo sem um documento que regule as relações entre as partes.

VOTO DE DESCONFIANÇA

A transferência de Phillip Lee inverteu o placar no Parlamento -agora o governo tem 319 cadeiras contra 320 da oposição-, e Boris pode ser derrubado do cargo a qualquer momento.

Apesar de não ter maioria, Boris segue como primeiro-ministro e só sairá do cargo caso o Parlamento aprove um voto de desconfiança contra ele.

Quem tem poder para chamar essa votação é o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, mas não há nenhuma garantia de que ele faça isso ainda nesta quarta.

Johnson, por sua vez, afirmou que viajará à Irlanda na próxima semana, depois de dizer que o progresso das conversações sobre o Brexit estão centradas na controvertida fronteira irlandesa.

"Discutirei com o primeiro-ministro Leo Varadkar quando o vilr em Dublin na segunda-feira", afirmou Johnson ante o Parlamento, anunciando que esta será sua primeira visita ao país vizinho desde que chegou ao poder em julho.

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