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Alberto Fernández diz que Evo poderá se asilar na Argentina depois de sua posse

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O presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, disse nessa quinta-feira, 14, que o ex-presidente boliviano Evo Morales poderá se asilar no país sul-americano depois que ele iniciar seu mandato no dia 10 de dezembro.

"A Argentina é a casa de todos os bolivianos, e para mim, no dia em que chegar à presidência, será uma honra receber Evo Morales e (o ex-vice-presidente boliviano) Álvaro García Linera no país", disse Fernández em uma entrevista coletiva na capital uruguaia, Montevidéu.

"Se eu fosse presidente neste momento lhes teria oferecido asilo desde o primeiro dia. A Argentina é sua casa, por isso os receberei com gosto", acrescentou o presidente eleito.

A Argentina faz divisa com a Bolívia e, de acordo com o último censo, a comunidade boliviana constitui a segunda maior coletividade de estrangeiros do país, assim como a segunda mais ativa economicamente.

O governo do atual mandatário argentino, Mauricio Macri, ainda não se pronunciou sobre a legitimidade das novas autoridades bolivianas.

Evo no México

Atualmente, Evo se encontra no México, cujo governo lhe ofereceu asilo político. O líder indígena renunciou no domingo, 10, sob pressão e em meio a enfrentamentos entre simpatizantes e opositores, na esteira da publicação de um relatório que denunciou uma fraude nas eleições presidenciais - as quais haviam concedido a ele um quarto mandato.

Após quatro anos da presidência neoliberal de Macri, o cargo passará às mãos do peronista Fernández, que terá como desafio recuperar a economia argentina, atualmente mergulhada em uma recessão e com uma inflação anual de mais de 50%.

No Uruguai, para onde viajou para apoiar Daniel Martínez, candidato presidencial uruguaio da Frente Amplia, o presidente eleito argentino contou que recebeu convites de mandatários europeus para as próximas semanas.

Cuba repatriará 'funcionários de cooperação' da Bolívia

Cuba repatriará a partir desta sexta-feira, 15, 725 "funcionários de cooperação" da Bolívia, que chegaram ao país desde o primeiro governo de Evo Morales, principalmente para trabalhar com cuidados médicos e assistência em educação, informou a chanceler boliviana Karen Longaric.

"Houve uma longa conversa com o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, em termos muito respeitosos, muito amistosos. Eles estão retirando a partir desta sexta-feira 725 cidadãos cubanos que cumprem funções de cooperação em diferentes áreas", afirmou ela.

"Acho que é oportuna e necessária essa saída, e acho que isto também vai permitir um tratamento respeitoso, como sempre houve entre Cuba e Bolívia", acrescentou.

A saída dos funcionários se dá em um contexto em que vizinhos da cidade de El Alto entregaram à polícia, na quarta-feira, três cidadãos cubanos com uma mochila na qual transportaram 90 mil bolivianos (cerca de US$ 13 mil) destinados, segundo as autoridades, a financiar movimentos de protesto contra o novo governo provisório.

Karen Longaric não se referiu a esta versão na reunião com jornalistas locais. A chefe da diplomacia boliviana também revelou que "tudo leva a tirar os funcionários que temos na Venezuela e reconstituir as relações da Bolívia com esse país, mas em um contexto de democracia e respeito fundamental pelos princípios do direito internacional e, fundamentalmente, por respeito pelos direitos humanos". / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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