O criador de "No Man's Sky", Sean Murray, afirmou que prefere não saber quanto dinheiro o estúdio Hello Games deixou de faturar ao distribuir gratuitamente todas as expansões do jogo. Segundo ele, alguém provavelmente conseguiria montar uma apresentação demonstrando que a receita teria sido maior com conteúdo pago ou compras dentro do aplicativo — e ele não tem interesse em ver esse material, por considerar que seria ruim para a própria saúde mental.
A justificativa para manter tudo aberto é de ordem prática, e não apenas filosófica. O desenvolvedor explicou que a equipe se motiva sabendo que cada atualização será experimentada por toda a base de jogadores ao mesmo tempo, sem divisão entre quem pagou e quem não pagou. Ele citou o modo Xeno Arena, de batalhas por turnos entre criaturas, como exemplo de recurso que não funcionaria caso o público estivesse fragmentado em versões diferentes do jogo.
Murray reconheceu que a escolha não é a mais eficiente do ponto de vista comercial, mas argumentou que o modelo garante algo mais difícil de medir: manter o estúdio empolgado com o produto uma década depois do lançamento. Na avaliação dele, o efeito de cada atualização se acumula sobre a anterior, e essa continuidade só é possível porque ninguém fica de fora.
Lançado em 2016 em meio a forte frustração do público, que considerou o resultado final aquém do prometido, o título passou por uma reconstrução ao longo dos anos e virou referência de recuperação de reputação na indústria. O jogo completou dez anos no início de agosto, e o próprio criador afirmou que os jogadores exploraram menos de 1% dos planetas gerados pelo sistema. A Hello Games trabalha agora em "Light No Fire", novo projeto ainda sem data de lançamento.



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